Emperrada a restauração de prédio histórico em Florianópolis

Após as obras, a Casa de Câmara abrigará o museu multimídia da Capital

Daniel Queiroz/ND

Reboco logo abaixo das sacadas está ruindo e, ao cair, pode atingir pedestres que passam pela calçada 

As obras de restauração da antiga Casa de Câmara e Cadeia da Capital, no entorno da praça 15, no Centro, estão paradas e sem previsão para a conclusão. Segundo o superintendente do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), José Carlos Rauen, a próxima fase, emergencial, é de restauração do telhado. O processo licitatório deve abrir nos próximos dias. Enquanto isso, o casarão está fechado por questões de segurança.

Apesar do telhado ser prioridade, a fachada da estrutura merece atenção com urgência. O reboco, logo abaixo das sacadas, está ruindo. Em alguns pontos do velho casarão, há risco de pedaços da estrutura se desprenderem e atingirem pedestres que passam pela calçada.

Segundo Raeun, o projeto de recuperação referencial e as escavações arqueológicas foram concluídos. Mas ele não soube dizer se foram encontrados objetos históricos no local. A prefeitura, além da obra do telhado, que já tem projeto pronto, precisa contratar empresa, por meio de licitação, para a elaboração dos projetos hidráulico, de prevenção de incêndio e de acessibilidade do prédio.

“Para detalhar como vai ficar, precisamos contratar empresa. Estamos esperando recursos. A obra do telhado tem que terminar neste ano. Esperamos licitar os outros quatro projetos ainda em 2012”, disse.

Com o projeto detalhado, será feito o licenciamento ambiental e, só então os documentos devem ser encaminhados para o Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Depois de pronto, o prédio deve ser usado para um museu multimídia da história da cidade. O projeto de restauração está levando em conta todos os aspectos históricos de 1780, data de construção do prédio. A parte externa terá elevadores de acesso para cadeirantes e um café para promover maior circulação de pessoas.

ENTENDA O CASO

*Em 2007, o casarão foi interditado pelo Ministério Público de Santa Catarina por problemas de acessibilidade e má conservação do prédio

 *O projeto é de responsabilidade do Sephan e foi assumido pelo Ipuf, após o cancelamento de um convênio irregular feito em 2009

 *O trabalho de restauração do casarão foi iniciado em setembro de 2010

 *O acordo entre a Prefeitura de Florianópolis e o Instituto DiverSCidades, inicialmente responsável pela execução do projeto, orçado em R$ 25 milhões, foi interrompido após denúncias de irregularidades no processo

 *O projeto era administrado por Cristina Maria Piazza, na época, diretora de Planejamento do Ipuf, que foi exonerada

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