Empresa adulterava substância vendida para Backer, diz funcionário

Atualizado

A Polícia Civil ouviu um ex-funcionário da fornecedora da Backer que vendia as substâncias tóxicas usadas no processo de resfriamento da produção de cerveja. A informação é do jornalista Eduardo Costa, da RecordTV Minas.

Polícia fez buscas na distribuidora Backer em Minas Gerais – Reprodução/R7

Em depoimento, o funcionário, que trabalhou no almoxarifado da distribuidora por 10 meses, entregou vídeos às autoridades que mostrariam que a substância era adulterada.

Segundo o funcionário, um intermediário recebia as bombonas de São Paulo e as adulterava antes de entregar à Backer, com lacres e rótulos trocados. De acordo com a denúncia, o dietilenoglicol era misturado ao monoetilenoglicol.

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Se comprovado no inquérito pelas autoridades, isso explica como o dietilenoglicol foi encontrado nos tanques da Backer. A empresa afirma desde o início que nunca utilizou a substância na sua linha de produção.

A Polícia Civil fez uma operação de busca e apreensão na sede da distribuidora, localizada em Contagem, na Grande BH, durante a tarde desta quinta-feira (16) e apreendeu documentos e amostras das substâncias no local.

A Polícia Civil também ouviu nesta quinta-feira um ex-funcionário da Backer que teria ameaçado o chefe em dezembro passado.

Segundo a Polícia Civil, foram os advogados da cervejaria que apresentaram o ex-funcionário da empresa química para prestar depoimentos. “Eles tiveram amplo acesso à produção desta prova (depoimento), tendo, inclusive a oportunidade de fazer perguntas, levando cópias dos depoimentos”, afirma a polícia, em nota.

As autoridades tentam explicar, ainda, como é que as substâncias tiveram contato com a água utilizada na produção da cerveja e contaminaram a bebida.

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