Empresa de gás desmente uso de maçarico no condomínio de Palhoça

Explosão no bloco 5, quarta-feira, foi provocado por problemas na tubulação de gás

Débora Klempous/ND

Zulma Tomaz ainda não se refez do susto com a explosão de quarta-feira e não quer voltar para seu apartamento

Os moradores do bloco 5, do residencial Solar dos Araçás, no bairro São Sebastião, em Palhoça não querem voltar para os apartamentos do prédio onde houve uma explosão gás central, na manhã de quarta-feira (18). As famílias que foram instaladas em imóveis vazios, no mesmo condomínio, temem que a estrutura do edifício de quatro andares esteja comprometida. A hipótese, no entanto, foi descartada pela Defesa Civil de Palhoça.

De acordo com o superintendente de Defesa Civil de Palhoça, Nelson Paiva, a estrutura do apartamento 106, do bloco 5, é que foi seriamente abalada. Quanto ao arcabouço do prédio não há riscos. .

“O gás vazou e ficou acumulado sob o apartamento 106”, relatou, detalhando que o técnico da empresa Tubogás, usou um maçarico para soldar a microfissura responsável pelo vazamento. Um diretor da Tubógas, que pediu para não ter o nome divulgado, explicou que a empresa não efetuou reparos com maçarico na tubulação. Segundo ele, o procedimento não é o recomendado para canos de aço carbono. Em relação ao bolsão de gás, ele preferiu não comentar o assunto. “O Corpo de Bombeiro está confeccionando o laudo. Não temos o que afirmar neste momento. Só houve danos em um apartamento. O restante do condomínio não foi afetado”.

Moradores não querem retornar ao Bloco 5

“Para lá eu não volto”, afirmou a auxiliar administrativa Zulma Tomaz, 53 anos. Ela e a filha, Suelen Tomaz, 21, tentam reorganizar a vida, agora no apartamento do bloco 1 para onde a construtora transferiu a família. “Gosto daqui porque é tranqüilo, mas se pudesse iria para outro lugar”, afirmou.

Zulma contou que a filha mais velha Sabrina Tomaz, entrou em casa segundos antes da explosão. “Ela poderia estar morta agora”, disse tentando conter a emoção. “No domingo o cheiro de gás era muito forte. Mas o problema começou no dia 5 de abril”, reclama a moradora.  A frentista Cyntia Adhara Santos, 24, se arrepende agora da aquisição que fez para pagar em 25 anos.

“Vou registrar um boletim de ocorrência na delegacia de polícia como os demais moradores prejudicados”, afirmou. Cyntia agora é vizinha de porta de Zulma, no bloco 1. Ela divide seu apartamento com a amiga Jéssica da Silveira, 21. “Os moradores vão se reunir para pedir explicações à construtora”, disse a proprietária, que morava ao lado do imóvel que teve o piso estourado. “No domingo o cheiro estava insuportável. Demoraram muito para resolver e deu no que deu”, criticou.  

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