Empresário de Rondônia que estava no monomotor que caiu no mar vivia com a família em Jurerê

Treze mergulhadores tentam encontrar Robson e o piloto Marlon Neves

O monomotor PP-LIG, modelo TBN700N, que decolou do hangar da Golden Air, no Aeroporto Internacional Hercílio, por volta das 5h15 desta segunda (1), caiu no mar, atrás da Ilha do Campeche, distante, aproximadamente 12 quilômetros da pista de decolagem. Estavam na aeronave o proprietário, o empresário Robson Guimarães, 46, e o piloto Marlon Benício Neves, 38. Três minutos após a partida, a torre de controle do Aeroporto Hercílio Luz perdeu contato com o avião. “Possivelmente a aeronave  ainda nem havia ganhado altura”, comentou um oficial, que integra a equipe de Salvamento Aéreo do Corpo de Bombeiros. Guimarães e o piloto ainda não foram localizados.

Fabrício Correia/RICTV/ND

Pedaços da aeronave já foram encontrados

Treze mergulhadores do Grupo de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros, equipados com um Jet-ski e três lanchas grandes fazem buscas no local do acidente, a 25 metros de profundidade. Por enquanto, foram recolhidos apenas pedaços da hélice e de bancos boiando no mar. Todos os destroços serão enviados para serem periciados pela Aeronáutica.

De acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros, André Pratts, 30, a aeronave é pesada e deve estar no mesmo local, no fundo do mar, onde caiu. “Brevemente iremos resgatá-la. Vamos continuar com as buscas até localizar o piloto e o proprietário da aeronave”.

Proprietário da empresa Big Sal, em Ji-Paraná, e pecuarista em Rondônia, Guimarães havia se mudado com a mulher Débora, que está grávida do quarto filho do casal, para Jurerê Internacional, em Florianópolis. De acordo com o irmão de Robson, Vanderson, que também é pecuarista, o empresário viajava seguidamente para Rondônia.

Na segunda, Robson acordou cedo e saiu com o piloto. O empresário estacionou a BMW preta, com placas de São Paulo, em frente ao hangar e foi direto para a aeronave. “Ele apenas deu um bom dia”, lembrou um funcionário de pista da Golden Air. O empregado da multinacional, contou que viu o piloto fazer, como de hábito, o pré-voo (checagem no monomotor) e logo em seguida decolou, normalmente.

Assim que a torre de controle do aeroporto perdeu o contato com o monomotor, operadores do controle de espaço aéreo acionaram o Corpo de Bombeiros, de Busca Aérea, informando que o avião poderia ter caído no mar. O irmão do empresário disse que a aeronave é nova.  “Ela tem menos de 200 horas de voo”.

Vanderson lembrou que soube do acidente por volta das 9h pelo pedreiro que está fazendo reforma na casa, em Florianópolis. “Ele disse que leu uma notícia na internet de que um empresário de Rondônia teria sofrido um acidente aéreo na Ilha do Campeche. Logo imaginei que era meu irmão”. Vanderson não tem mais esperança de encontrar o Guimarães vivo e disse que ele será sepultado em na sua cidade Natal, em Rondônia. 

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