Empresários do setor supermercadista de Joinville debatem aumento de assaltos e furtos

Reunião realizada nesta segunda, na Acij, debateu aumento de assaltos e furtos em supermercados de Joinville. Polícias Civil e Militar serão chamadas para discutir soluções

Carlos Junior/ND

Coleção de Boletins de Ocorrência registrados por supermercadistas de Joinville contra roubos, furtos, assaltos e invasões

O aumento de casos de assalto e furto a supermercados de Joinville foi o principal assunto de uma reunião entre empresários nesta segunda na Acij (Associação Empresarial de Joinville). Mais de 30 supermercadistas e representantes se juntaram para debater sobre a sensação de insegurança que vem tomando conta dos estabelecimentos nos últimos meses. Um levantamento informal, feito pelos próprios empresários, apontou que o número de assaltos, furtos e arrombamentos vem crescendo. Um dos alertas é para ação da gangue da marcha ré, onde bandidos usam carros para quebrar vitrines e arrombar estabelecimentos. “A onda de assalto vem aumentando. Muitas vezes os índices da polícia não mostram isso, até porque muitos empresários já não registra mais BOs (Boletins de Ocorrência), mas vemos isso dia após dia” disse Marco Aurélio, presidente do núcleo supermercadista da Acij.

Entre os presentes, todos tinham casos para contar de furtos os assaltos em seus estabelecimentos. Agora, o grupo tenta chamar a atenção das autoridades em segurança pública para o problema. “Muitos supermercadistas estão sofrendo retaliações, assaltos, arrombamentos. São casos que ficam simplesmente no BO ou até que não se faz BO porque eles sofrem com uma morosidade muito grande. Então o principal objetivo aqui é chamar a atenção das autoridades para uma forma da gente trabalhar com mais segurança”, completou Marco Aurélio.

Além do prejuízo com assaltos e furtos, a preocupação é com o bem-estar dos funcionários e donos das lojas. “As pessoas ficam traumatizadas, acabam largando o serviço ou trabalhando com medo”, observou Joacir Siqueira de Souza, presidente do Sindisupermercados (Sindicato do Comércio Varejistas de Gêneros Alimentício, Carnes Frescas e Derivados de Joinville). A supermercadista Roseli Terezinha Caetano conta que no dia 26 de janeiro teve o supermercado invadido por um carro durante a madrugada. O motorista foi pego pela polícia, mas horas depois já estava solto novamente. “Ele chegou a confessar o que tinha feito, mas cinco horas da tarde já estava solto e na mesma noite cometeu outro crime. A gente sabe que a polícia faz o seu trabalho, mas o problema está na lei”, opinou Roseli.  

No dia 29 de fevereiro, o assunto volta a ser discutido na Acij. Os empresários vão tentar se reunir com autoridades das Polícias Civis e Militar para tentar achar soluções para a insegurança no setor.

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