Empresários estrangeiros e nacionais estão interessados na marina em Florianópolis

A vocação turística náutica de Florianópolis, ligada às baias Norte e Sul, vai alavancar o desenvolvimento econômico da cidade com a construção do Parque Urbano Marina Beira-Mar Norte, prevista para o fim de 2019. O projeto, já aprovado na Câmara de Vereadores, ainda não foi lançado em edital público, mas empresas nacionais e estrangeiras já estão de olho no empreendimento. O secretário de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico da Capital, Juliano Richter, afirmou que nesta quinta-feira (6) encaminhará o edital de consulta pública a uma empresa de Joinville, que vai traduzir as 120 páginas para o inglês.

Após a tradução, o material ficará exposto no site da prefeitura nas versões inglês e português durante um mês. “Neste período, as pessoas podem se manifestar, obter informações e comentar opiniões sobre o empreendimento a ser construído”, explicou. Somente depois desta etapa é que a prefeitura lançará o edital do projeto urbanístico inicial, por um período de 60 dias, para as empresas interessadas se credenciarem.

A concessão do empreendimento é de até 30 anos, prorrogáveis pelo mesmo período. O secretário garantiu que o município não terá gastos na execução do parque náutico. “A empresa vencedora vai construir o parque, contendo restaurante, cafeteria, quadra polivalente e outros equipamentos”, disse Richter.

A previsão, já com as licenças ambientais cumpridas pela empresa vencedora, é de que a construção da marina comece no final de 2019. De acordo com o projeto urbanístico inicial, o Parque Urbano Marina Beira-Mar Norte abrangerá uma área de 350 km² no mar e outros 123 km² na orla. Estão previstas ainda duas marinas: uma pública para 80 embarcações e outra privada para 624 veículos náuticos.

Empreendimento impulsionará turismo e economia

Para o presidente da Acatmar (Associação Náutica) Leandro Mané Ferrari, com a marina funcionando Florianópolis será outra cidade. “Vai alavancar o turismo, além de promover e fomentar a cultura do uso das águas e o desenvolvimento da economia do mar. Para cada barco atracado, quatro empregos são gerados”, disse.

Nos eventos náuticos em que participa fora do país, Ferrari tem encontrado empresários que conhecem bem a geografia da Ilha. “Florianópolis é a bola da vez no turismo náutico. Tenho conhecimento de 12 empresas interessadas no projeto, além de uma empresária proprietária de oito marinas no Brasil”, afirmou. Ele não revelou o nome, mas disse que os técnicos desta empresária estão constantemente em Florianópolis estudando o espaço.

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