Então é Natal…

Há vida no centro com o horário especial do comércio (e que bem isso faz para a cidade)

Calma, pessoal, não se assustem com título desta coluna. A Simone não veio. Quem veio foi o clima de Natal que eu sempre relacionei com o horário especial do comércio de Florianópolis. Eu gosto muito de ver o centro ocupado e movimentado depois das 18h, do “horário comercial”, ainda mais com o horário de verão que tanto combina com a nossa cidade. O movimento com as lojas abertas até mais tarde é tão diferente dos sábados à tarde e dos domingos, tão mortos desde que a cidade cresceu com os shoppings e deixou o centro de lado, sem cinemas e sem outras atrações para o público.

O passeio pelo centro no horário especial do Natal me faz lembrar da infância. Minha mãe levava eu e minhas irmãs para uma voltinha que incluía comprar algum presente, mas também dar uma passada na loja onde meu pai trabalhou por uns 40 anos, primeiro na Conselheiro Mafra e depois na Deodoro. Era um oi rápido até para não atrapalhar o pai nas suas atribuições como gerente. Mas como era bom aquele tempo que terminava no dia 24, lá pelas 18h, quando o pai chegava em casa quase todos os anos sempre com algum presente surpresa para a mãe.

Este ano, fui ao centro algumas vezes depois do horário comercial. Gostei do que vi. Não sei se os comerciantes terão o resultado esperado nas vendas, mas é bom demais ver o povo ali no Calçadão, na Conselheiro Mafra, na Vidal (baita exemplo de organização). A cidade respira e mostram o tamanho do desperdício que é ter um centro com tantos aspectos peculiares como o de Florianópolis e não tirar o máximo de proveito. Ver os calçadões vazios (como neste período de horário de verão depois do horário comercial) ou com gente em passos apressados rumo ao TICEN às 20h, 21h ou 22h (para não perder o ônibus ou por segurança) é muito desolador.

O movimento gerado aos sábados na região da Tiradentes e João Pinto, com o projeto Viver a Cidade, já deu uma outra cara para aquele parte um tanto quanto abandonada da cidade. Por que não avançarmos e levar a ocupação para outros pontos do centro, em outros horários? Demorô!!! Que o Natal sirva de inspiração para que o centro seja mais ocupado. Não entendo porque ainda não foi. Do mesmo jeito que o pessoal não se importa de ficar até o shopping fechar as portas, por que não ficar no centro até muito mais tarde que o habitual com lojas abertas, diversas atrações (que tal levar a feira tipo food truck para o Calçadão e não deixar apenas na Beira-Mar?) e segurança? Louco, né?

Papai Noel ainda aceita pedidos? 

P.S.: Sim, eu acredito em Papai Noel.