Entidades cobram maior participação popular nas políticas de saneamento

Audiência pública lotou o auditório da Assembleia Legislativa de Santa Catarina

Flávio Tin/ND

Laudo pericial confirmou o despejo do esgoto no rio do Brás, em Canasvieiras

Proposta pela Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Alesc (Assembleia Le­gislativa), o Centro de Eventos de Canasvieiras lotou para a audiên­cia pública sobre o planejamento do saneamento de Florianópolis. Lideranças comunitárias, entida­des e população cobraram maior participação popular nas questões envolvendo o assunto, além do cumprimento e revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico.

Com 17 páginas e uma pauta com 22 requerimentos, as entida­des entregaram à mesa uma carta aberta sobre a situação do esgoto em Florianópolis. “Não podemos acreditar que a chuva seja o moti­vo para poluição das nossas praias. Lembro que em 2012 a Casan veio com o papo de que resolveria a si­tuação do esgoto em Santo Antô­nio de Lisboa com R$ 450 milhões, o mesmo discurso de hoje, e cadê? Nada foi feito. É preciso um basta”, desabafou Luiz César Costa, diretor geral da regional Acif-Canasvieiras (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis) ao entregar o do­cumento ao presidente da mesa, deputado Gean Loureiro (PMDB).

O documento apresenta um detalhamento dos eventos en­volvendo a perda progressiva da balneabilidade, principalmente no Norte da Ilha, detalhando os apontamentos do laudo pericial da Justiça, que confirmou despejo de esgoto no Rio do Brás.

A Casan (Companhia da Águas e Saneamento) voltou a apresentar comparações com outros Estados para comparar os bons índices de balneabilidade na Capital, e apontou que o grande problema são as ligações irregulares. “Con­cordamos com o laudo pericial de que não se trata de uma questão pontual, mas sim difusa, em gran­de parte, por conta das ligações irregulares”, respondeu Alexandre Trevisan, engenheiro químico da Casan, que representou o presi­dente da companhia, Valter Gali­na, no evento.

O presidente do Codeni (Con­selho de Desenvolvimento do Nor­te da Ilha), Milton Weber Filho, também cobrou que o Conselho Municipal de Saneamento tenha pelo menos 80% de participação popular e que seja deliberativo, e não mais consultivo.

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