Entidades de Joinville apoiam visão do Grupo ND de corte de salários dos poderes

Atualizado

Duas entidades de Joinville, na região Norte catarinense, já se manifestaram favorável ao apelo do Grupo ND pelo corte de salários dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e o Ministério Público neste momento de pandemia.

No editorial, o Grupo ND defende que, com exceção dos servidores ativos da Saúde e Segurança, todos os servidores de todos os Poderes tenham uma redução de 25% dos seus ganhos por 90 dias.

Em Joinville, a Ajorpeme (Associação de Joinville e Região de Pequenas, Micro e Médias Empresas) destaca que a economia foi fortemente atingida, por isso toda e qualquer forma que o ente público possa repensar para diminuir custos e aumentar os recursos no combate à Covid-19 tanto na saúde quanto na economia se faz muito necessária.

Apoiamos a visão do Grupo ND assim como nós já sugerimos à Câmara de Joinville diminuir salários para que possa ter mais recursos de combate à doença no município. Temos de sensibilizar todos. Quanto mais estivermos unidos na tomada de decisão do que fazer mais rápido e de uma maneira melhor sairemos dessa crise”, destaca Valmir José Santhiago Junior, vice-presidente de relações institucionais da Ajorpeme.

Valmir José Santhiago Junior, vice-presidente de relações institucionais da Ajorpeme – Foto: Divulgação ND

Santhiago frisa que está vendo uma dura realidade para os próximos meses. “Empresas já estão demitindo e outras estão em vias de fechamento. É um momento único na história. Durante esses 90 dias, um corte do salário pode fazer uma grande diferença na linha de frente de combate ao coronavírus”, conclui.

Outra entidade joinvilense que apoia o movimento do Grupo ND é a Acomac (Associação dos Comerciantes de Material de Construção).

Ivonei Arnaut, presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção – Foto: Divulgação/ND

Para o presidente Ivonei Arnaut, os políticos estão com seus discursos prontos do “#FiqueEmCasa”, mas chegou o momento que é preciso tomar uma medida mais drástica, com a redução (por 90 dias) dos seus salários e extinção, definitivamente, dos seus auxílios.

“Paulo Guedes falou sobre os parasitas. Agora chegou o momento de os políticos mostrarem que ele estava errado, que ele estava enganado. Não sabemos quem errou no governo, mas é preciso unirmos forças e combater a Covid-19”, reforça.

Arnaut deixa, inclusive, um desafio: “Se o nosso Estado saiu na frente na quarentena, que saia na frente ao que se refere ao corte de gastos, cortes e diminuição de salários.”

O presidente da Acomac disse, ainda, que a entidade estará de olho e cobrando de quem quer que seja para que o corte de salários seja aprovado e aconteça.

A Acij (Associação Empresarial de Joinville); o Sinduscon (Sindicato da Indústria Construção Civil de Joinville) e a CDL (Câmara de Dirigentes Logistas) preferiram não se manifestar sobre o assunto, por enquanto.

O que dizem os poderes Executivo e Legislativo:

Prefeitura de Joinville

Por meio de nota, a Prefeitura destacou que respeita o posicionamento do Grupo ND de Comunicação. “Durante esse período de restrições, o Município tomou medidas de apoio ao setor econômico, a partir de decretos relacionados a prorrogações de vencimentos de parcelas do ISS, prazos de cobranças, foram decretadas férias coletivas (antecipação de férias) e outras ações a fim de amenizar o impacto durante esse momento extraordinário que estamos passando.”

Frisou, ainda, que está avaliando outras medidas de contenção de despesas, com redução de gastos que não atrapalhem o bom serviço prestado à sociedade.

Câmara de Vereadores

O Legislativo informou que vai destinar R$ 8 milhões à Prefeitura de Joinville, dinheiro que deve ser usado no combate à pandemia.

O dinheiro vem de verbas de gabinete, orçamento da comunicação, diárias de viagens, eventos internos e ainda de reformas que seriam feitas no prédio este ano.

Sobre a redução de salários, a Câmara destacou que a medida deve ser debatida, primeiro, entre as bancadas. Um projeto de lei precisa ser criado para que haja cortes dos salários de vereadores e servidores. Porém, não há data para isso acontecer nem a certeza que entrará em votação.

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