Entidades se manifestam contra acusação a juiz suspeito de entregar celular a detento

Atualizado

Associações ligadas ao setor jurídico publicaram nessa terça-feira (7) manifestações contra o pedido de investigação do Ministério Público ao Tribunal de Justiça sobre uma suposta prática de infração penal do juiz-corregedor João Marcos Buch. O magistrado teria entregue um celular para que um detento registrasse a situação de uma das celas da Penitenciária Industrial de Joinville.

MPSC enviou pedido ao TJ para investigar a conduta de Buch em presídio – RICTV / Reprodução

Em nota, a Associação dos Magistrados Catarinenses informou que é dever dos juízes corregedores do sistema prisional realizar inspeções mensais e verificar quaisquer irregularidades na estrutura ou de integridade das pessoas. A entidade ainda afirma que João Marcos Buch é um juiz experiente e comprometido, “agindo em consonância com os deveres legais, com atuação destacada e reconhecida nacionalmente”.

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Já a Associação Catarinense de Advogados pela Democracia manifestou repúdio ao pedido e declarou apoio e solidariedade ao juiz. No comunicado, a entidade afirma que ficou “impressionada com o movimento do MPSC em tentar melindrar a ação de ofício, absolutamente legal e humana, de um magistrado reconhecido pela atuação em defesa aos apenados”. Segundo eles, o fato é corriqueiro e está de acordo com o ofício de Buch naquela função.

Relembre o caso

O episódio teria acontecido no dia 13 de junho, durante uma inspeção na Penitenciária Industrial de Joinville. Como não podia entrar na cela, João Marcos Buch teria entregado o celular bloqueado para que um apenado fizesse fotos do local.

Em nota, o magistrado confirmou que o aparelho teria ficado menos de um minuto com o detento, e toda movimentação aconteceu em frente a quem acompanhava a visita.

Fato aconteceu em junho na Penitenciária Industrial de Joinville – Arquivo ND

João Marcos Buch ainda enfatizou que fez diversos procedimentos de vistorias em unidades prisionais, inclusive com relatórios elogiados pelo Conselho Nacional de Justiça. Ele acredita que “tão logo os esclarecimentos cheguem às instâncias devidas, a questão será encerrada”.

A reportagem entrou em contato com a Deap (Departamento de Administração Prisional), que informou que não vai se manifestar sobre o caso.

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