Entre a retórica e o real

30 dias depois da assinatura da ordem de serviço, pouco trabalho se vê na BR 470

ACOMPANHANDO DE PERTO

Neste domingo completou um mês da assinatura da ordem de serviço para a duplicação dos dois primeiros lotes da BR 470. Neste período, pode-se perceber a distância entre a retórica dos políticos, a realidade das entranhas burocráticas e os “pés no chão” dos técnicos.

O DISCURSO

Quando se confirmou a data da assinatura da ordem de serviço, que serviu para jogar confete nos políticos, a senadora Ideli Salvatti (PT), em nome do governo federal, dizia que a ordem da presidenta Dilma era que as máquinas começassem a “roncar”, no caso trabalhar, no dia seguinte.

A VIDA COMO ELA É

Mas a vida real é diferente e mais cruel. Nestes 30 dias que nos separam daquela cerimônia em Gaspar, apenas alguns funcionários fazem trabalho de topografia. Nenhum canteiro de obra, apenas anúncios de dificuldades, que eu entendia já estarem sanadas.

SEM PROJETO?

Leio que há problemas com tubulações de gás e alguns barrancos, o que fará o serviço demorar e o custo aumentar. Mas não foi feito projeto executivo para a obra? Também li sobre possíveis licenças ambientas. Mas esta etapa não estava definida?

ENFIM

Há um abismo entre o bla bla blá dos políticos e a vida real. Temos que aprender em quem acreditar.