Vendido, iate de luxo Casablanca será levado para Santos

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O iate Casablanca fotografado em 2013 – Foto: Foto Flavio Tin/ND

O iate Casablanca foi vendido e irá deixar Florianópolis rumo a Santos. O luxuoso barco, que foi palco de grandes festas em baías, voltará, no litoral paulista, a ser utilizado como atração turística.

Na capital catarinense fazia mais de dez anos que ele não tinha mais essa vocação, por conta de reclamação de barulho e incômodo, e sua depreciação era aparente. Por conta disso, a embarcação será levada primeiro a Itajaí, para reparos na estrutura.

O proprietário Ony Joaquim de Carvalho, de 88 anos, diz que o fim da história do Casablanca o ‘massacrou’. Criança, com 8 anos, ele já tinha seu primeiro barquinho, e andava livre nas imediações da praia de Fora, onde o mar chegava, antes do aterro da avenida Beira-Mar Norte.

Nos últimos anos, situação de abandono do iate era aparente – Foto: Daniel Queiroz/ND

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Apaixonado pelo mar, o empresário teve a ideia de construir a grande embarcação para atender a demanda turística e promover grandes eventos e passeios.

Para tanto, o Casablanca foi construído em um estaleiro em Itajaí no início dos anos 2000 e consumiu três anos de trabalho e muita elaboração de Ony. “Era uma fantasia que eu tinha na cabeça”, conta. O barco tem quatro andares, 50 metros e capacidade para receber 500 pessoas.

Em sua fase áurea, que durou apenas três anos, sediou casamentos, festas de 15 anos, baladas eletrônicas e até um aniversário de 100 anos. “A maior festa foi um Gala Gay, de carnaval, que reuniu 590 pessoas”, lembra.

Para manter o barco singrando nesses eventos, cerca de 50 pessoas trabalhavam. “Era de terça a domingo”, lembra Ony, que chegou “faturar um pouco” com o barco, como ele conta.

O valor da venda o empresário não revela, “vai muita gente me pedir dinheiro emprestado”, diz. Neste ano, o barco chegou a ser anunciado em um site de vendas por R$ 500 mil.

O negócio, fechado há cerca de dois meses, foi intermediado da empresa de Ony. Ele não quis participar e fazia mais de um ano que ele não avistava seu barco. Em março deste ano a embarcação chegou a adernar (inclinar lateralmente) e funcionários tiveram de retirar água da casa de máquinas.

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