Escola de caráter

Arquivo/ND

Guilherme Guimbala Junior, professor,  coordenador do programa Escola de Caráter
advguimbala@yahoo.com.br

Recentemente participando da 28° Semana de Estudos Jurídicos da ACE/FGG, ouvi do doutor Salo de Carvalho professor da UFRJ (Universidade do Rio de Janeiro) que o Brasil é o segundo  país do mundo em número de encarceramentos. Que encarceramos muito e mal. O custo de um jovem em um centro de internação infanto-juvenil com todo o staff necessário seria além do suficiente para estudar em uma escola bilíngue internacional com todas as mordomias, sobraria uma boa quantia para cursos extracurriculares  e outros mimos de jovens classe média.

Segundo sociólogos, o Brasil está longe do estereótipo de ser um pais pacífico e amistoso, matamos muito, seja no trânsito ou em mortes violentas e no topo desta lista de vítimas estão nossos jovens de 18 a 25 anos.

Nesse contexto, a família e a escola são instituições que sofrem as consequências da violência e da ausência de limites que fogem aos controles racionais.

Neste sentido, inspirado nos relatórios enviados aos magistrados por conta do Projeto Retratos de uma Juventude, em parceria com a Apeej ( Associação de Pesquisa e Extensão em Educação de Joinville), Ministério Público e o Poder Judiciário, criamos o programa Escola de Caráter que tem como meta a construção de uma cultura de paz por meio da mediação de conflitos e a sistematização de valores. O programa é inspirado nos pilares do caráter, que são zelo, responsabilidade, respeito, sinceridade, senso de justiça, cidadania e honestidade.

O programa se desenvolve a partir de uma sensibilização com orientações para o desenvolvimento de ações preventivas as violências nas escolas no contexto do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Na sequência, o desenvolvimento destas ações fundamentadas no protagonismo juvenil e o monitoramento destas ações culminando em relatórios de execução e a publicação dos resultados destas ações.

 Objetivamos com este programa uma reflexão sobre as principais manifestações de violência e indisciplina neste ambiente, bem como ações práticas para a prevenção e superação destes fenômenos contemporâneos , garantindo os direitos previstos no ECA. Os resultados deste programa atualmente nas escolas Barão de Antonina, de Mafra ,e Marta Tavares, de Rio Negrinho, podem ser acompanhados através do blog; www.escoladecarater.blogspot.com e na página do Facebook; projeto retratos de uma juventude.

Uma deferência especial ao Poder Judiciário de Santa Catarina, mais do que só politicagem e planos mirabolantes para a Educação dos nossos jovens , são muitos os magistrados preocupados com as nossas escolas públicas e seus alunos, apoiando projetos desta natureza em favor de um país mais civilizado e menos violento.

Loading...