“Está fraca”, diz pescador sobre safra da tainha que chegou com atraso em Florianópolis

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A expectativa deste ano era de superar a safra artesanal da tainha de 2018 com 2,5 mil toneladas. Só que o peixe começou a chegar ao litoral catarinense com quase um mês de atraso. Em Florianópolis, os cardumes chegaram neste fim de semana e deram esperança aos pescadores que ainda não tinham feito nenhuma captura expressiva nesta temporada.

Pesca da tainha no Campeche – Anderson Coelho/ND

Só que a realidade não atendeu à expectativa. De acordo com o pescador artesanal do Campeche, Amilton Damásio de Andrade, 61 anos, ele e seus colegas de profissão conseguiram capturar pouco mais de 1,2 mil peixes no sábado (9) e apenas 187 tainhas neste domingo (10) – o que equivale a cerca de 2 toneladas.

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À espera das tainhas

“Essa temporada está fraca. No ano passado, até que foi bom, pescamos 12 mil (tainhas) no Campeche. Mas ainda temos junho e julho, vamos rezar para o peixe chegar”, comentou.

O atraso da safra pode até desanimar, mas não abala a fé dos pescadores que seguem religiosamente o ritual da espera, atentos às condições marítimas e do tempo. Vento Sul, por exemplo, é sinônimo de bom presságio.

Além de depender das condições climáticas, os artesanais ainda precisam disputar “terreno” com a pesca industrial, que conta com suporte tecnológico para vigiar os cardumes e identificar o local exato dos peixes.

A safra de 2018, por exemplo, gerou uma produção total de 7,2 mil toneladas de tainhas, sendo que os industriais ultrapassaram em 154% a cota. Na prática, o excedente de um ano deve ser compensado no seguinte.

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