Ex-gerente de TI da Epagri está disposto a dar novos esclarecimentos à Polícia Federal

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Defesa protocolou documentos na sede da Polícia Federal em SC. Foto: Arquivo/ND – 

O ex-gerente de Gestão da Tecnologia de Informação da Epagri, Fabio Lunardi Farias, está disposto a provar a inocência no suposto esquema de fraudes que originou a Operação Alcatraz. Para isso, o ex-servidor abriu os sigilos fiscal e telefônico, entregou equipamentos eletrônicos e senhas de uso pessoal e está disposto a dar novos esclarecimentos à Polícia Federal ser for chamado novamente.

Nesta segunda-feira, a advogada Julia Vergara, que defende o ex-servidor, teve acesso a íntegra do processo e protocolou documentos reunidos pelo ex-servidor, que está “profundamente abalado” com o envolvimento no caso.  “Ele era uma pecinha da engrenagem sem saber que era uma pecinha da engrenagem dos negócios escusos praticados pela presidência e pela DGov (Diretoria de Governança Eletrônica)”, afirmou Vergara.

Entre os documentos estão e-mail trocados com Danilo Pereira, titular da DGov, antecessor na gerência de TI da Epagri e responsável por sua indicação para assumir o cargo na empresa pública. “Danilo foi o primeiro chefe dele na Epagri. Foi uma indicação técnica. O Fábio sempre foi um funcionário correto e célere”, relatou Vergara.

A advogada destaca que ao assumir o cargo, Farias recebeu a garantia de que Pereira prestaria toda assistência necessária para a função.  “O Danilo é uma pessoa com doutorado, com expertise na área e estava prestando todo o apoio”, contou Vergara. O envolvimento de Farias no suposto esquema se deve basicamente a realização de três pregões eletrônicos, cujo termo de referência foi elaborado por Pereira, antes de Farias assumir o cargo.

O primeiro pregão eletrônico tratou da implantação do sistema de videoconferência, composto de um servidor e 10 pontos. O segundo pregão eletrônico tratou de ampliação do sistema com outros 12 pontos, totalizando 22. Já o terceiro era para o suporte e garantia dos 22 pontos instalados. “A gênese de todo o problema foi a primeira licitação. As outras aconteceram devido a necessidade de compatibilidade do sistema, todos baseados no termo de referência feito pelo Danilo”, explicou Vergara.

Ainda, segundo Vergara, o projeto do sistema de videoconferência tramitou na Epagri desde 2014, ao custo de R$ 6 milhões, enquanto Farias assumiu o cargo em 5 de maio de 2015. “Ele foi o inocente útil da história que trabalhou para cumprir determinação do presidente (Luiz Ademir Hessmann) e com assistência da DGov (Danilo Pereira)”, resumiu.

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