Ex-namorado que matou professora em Florianópolis é achado morto em cela

Atualizado

O homem suspeito de ter matado a diretora Elenir de Siqueira Fontão, 49 anos, a facadas foi encontrado morto na madrugada deste domingo (23), em Florianópolis. A informação foi confirmada pelo delegado Gustavo Kremer à equipe do nd+. 

Policiais militares e civis no local do crime, em Florianópolis – Foto: Divulgação PMSC/ND

Segundo o delegado, responsável pela DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso), Geovano da Silva Agostinho foi encontrado, já sem vida, por volta das 6h15, em uma das celas da Penitenciária da Capital. Ele estava sozinho no local e a principal suspeita é de suicídio.

Ele estava preso preventivamente em relação aos crimes de feminicídio, tentativa de homicídio qualificado, cárcere privado e resistência.

Em nota, o Deap (Departamento de Administração Prisional) confirmou a morte de Geovano. Além disso, o órgão afirmou que todas as providências legais e periciais já foram tomadas.

O delegado Enio Matos, da divisão de Homicídios, adiantou que nos próximos dias deve ser instaurado um inquérito para investigar as circunstâncias da morte de Geovano.

Relembre o caso

Elenir de Siqueira Fontão foi encontrada morta na última quarta-feira (19), no bairro Campeche. O ex-companheiro da vítima teria deferido golpes de faca contra ela dentro do banheiro da escola onde trabalhava.

O casal teria tido um confronto no banheiro da unidade, quando a diretora foi golpeada no lado esquerdo do pescoço. Além disso, ela também teria acertado um golpe por arma branca, não identificada, na barriga do agressor.

De acordo com a PM, moradores teriam ouvido os gritos e seguraram o agressor que foi preso em flagrante. Já a diretora, chegou a ser atendida por uma enfermeira que estava no local, mas não resistiu aos ferimentos.

Além disso, segundo a polícia, o homem já tinha quatro boletins de ocorrência ligados a violência doméstica. Ele chegou a ser indiciado duas vezes por crimes contra outra vítima.

A diretora também já tinha registrados dois boletins de ocorrência ligados a violência doméstica contra o, então, namorado em 2017 e 2019. No entanto, ela não levou as denúncias adiante, não representando contra o autor e por conta disso, não havia nenhum tipo de medida protetiva em relação a ele.

Leia também:

Polícia