Vereador Fachini é visto dirigindo carro da Câmara de Joinville no feriado

Não é a primeira vez e, pelo visto, não será a última. O homem público parece que não se emenda. Continua a cometer os erros básicos que o contribuinte tanto condena. A esperança de que não serão flagrados é mais forte que a razão e a decência de propósitos. No feriado de Corpus Christi (19), o carro da Câmara de Vereadores, placas OXB 0762, foi visto visitando algumas igrejas católicas da cidade. Vereador líder do governo, Rodrigo Fachini (PMDB) – não se sabe se pagava alguma promessa –dirigia o veículo pelas ruas da cidade. Ele disse que tinha agenda cedo no bairro Boehmerwald e também passou num velório. Argumentou que ainda por volta das 10h30 devolveu o veículo no Legislativo e que ele próprio dirigiu o carro. Só que de acordo com o ato da mesa número 8/2013, artigo 4, parágrafo 2º, os veículos da Casa devem permanecer no estacionamento durante o fim de semana e feriados.

Divulgação/ND

Trânsito. Veículo de uso exclusivo do gabinete na rua Procópio Gomes, no feriado de quinta

 
Novidades
Na próxima segunda (23), novidades estarão no ar no jornalismo joinvilense. Cedo, às 6h, em rede de rádio (Jovem PAN FM e Rádio Cultura AM), o repórter da RICTV Record Joinville, Luiz Fernando Battisti, estreia na apresentação do Breakfast ao lado deste colunista. Depois, ao meio-dia em ponto, Élber Sá, estreia na apresentação do Jornal do Meio Dia, também da RIC TV Record Joinville. Outras novidades na imprensa vão ocorrer ao longo das próximas semanas, com o desligamento dos profissionais que sairão candidatos nas eleições deste ano,  por força da legislação eleitoral.

Fabrício Porto/ND

Na bancada. Élber Sá estreia, segunda, na apresentação do Jornal do Meio Dia da RIC TV Record Joinville

 
EM ALTA
Vereadores. Finalmente, a Câmara emplaca ação realmente elogiável. Embora tardia, é bem-vinda a lei que determina os horários em que os trens poderão cruzar as movimentadas vias da zona sul de Joinville.

EM BAIXA
Cinemas de Joinville. Burocracia emperra o bom senso. Para comprar entrada de cinema antecipadamente, nas salas de Joinville, para alguém da melhor idade, é preciso estar com documento do beneficiado. Mesmo que a pessoa seja obrigada a apresentar o documento para ter acesso à sala. Burocracia desnecessária, portanto.

 
 
Arrastão ideológico
Há quem aposte na possibilidade da turma do poder levar um autêntico tiro no pé com a estratégia da mais ampla composição partidária já vista na história recente de Santa Catarina. A união de Esperidião Amin (PP) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB) em torno da reeleição de Raimundo Colombo (PSD) – tendo ainda a “colaboração” do PT com o lançamento de candidatura própria, só para oferecer um segundo palanque à presidente Dilma em solo barriga verde –, é apostar num jogo simplista demais. Sobra o PSDB e uma provável coligação com o PPS e PSB. Muito pouco para assustar, a não ser que a avalanche dos poderosos caia na arrogância e se torne intragável à massa dos eleitores catarinenses.
 
 
Despertador
Para tentar uma sonhada postura de se tornar efetivamente uma alternativa real e viável no pleito majoritário do Estado, porém, o ninho tucano tem que conseguir primeiro, que o seu candidato Paulo Bauer, acorde. A hibernação em que se encontra já provoca a ira de alguns no interior do próprio partido e comentários maldosos de eleitores mais críticos. O senador estaria, na opinião destes, esperando algum convite interessante, ou coisa do gênero, para desembarcar da “aventura” de concorrer a governador. O vácuo deste quadro já está perceptível demais!
 
 
Em desacordo
O grupo parece unido, mas não é bem assim. Nem a torcida pela seleção brasileira ajudou o ambiente interno do PPS. Apesar de o deputado estadual Sandro Silva ter sido o único a não vestir a camisa canarinho, o estranho no ninho é o vereador Dorval Pretti, que entrou com pedido de saída do partido. Quer a oficialização da Justiça Eleitoral para tanto, evitando assim a perda de mandato. Independentemente do resultado de seu pedido formal à Justiça, Udo pode contar com o voto dele na Câmara – a não ser em votos de bancada.

Divulgação/ND

Time do PPS. Dorval Pretti, Sandro Silva, Maycon Cesar e Levi Rioschi

 
DIRETAS

– O Brasil ganhando a Copa, Dilma se reelege. Frustração no sonho do hexa significa derrota de quem está no poder. Será que esta análise não é antiga demais?

– Nos bastidores educacionais de Joinville trava-se interessante disputa pelos melhores professores citadinos. Em nível universitário, a “guerra” nunca foi tão marcante quanto nos últimos meses.

– Prefeitura de São Francisco do Sul, por meio do secretário de comunicação Bruno França, informou que foi embargada a obra próxima à ponte da Enseada. Ainda bem.

– Será que enquanto a avenida Santos Dumont não for duplicada continuará feia, esburacada e desleixada em toda sua extensão? Péssimo cartão de visita para quem chega a Joinville pelo aeroporto.

– Novela histórica, os tradicionais alagamentos na área central de Joinville podem estar com seus dias contados. O prefeito Udo Döhler continua determinado a resolver o problema. Vai ficar faltando a despoluição do Cachoeira.

– A decisão da Justiça da comarca da Capital, que proíbe a supressão de área de vegetação em todo o Estado, foi tema de audiência do deputado estadual Darci de Matos (PSD), prefeitos de Balneário Barra do Sul e Garuva com a Fatma.

– Querem discussão mais ampla sobre o tema, já que foi estendido a todo o Estado. Entende que o fato prejudica o crescimento. Um exemplo é a BMW de Araquari, que desta forma não conseguiria sequer receber a licença ambiental para operar.
 
 

Preconceito, só que não
Fato curioso está sendo sentido em Joinville desde o ano passado, mas vem se agravando e chega agora a limites do aceitável. Preparam-se ações contra três conhecidas lojas instaladas em shopping centers da cidade e outras duas na rua. O motivo seria a prática de preconceito sexual ao inverso: na entrevista de admissão dos candidatos, fica evidenciado que se o mesmo não demonstrar tendência homossexual, não herdará a vaga. Argumenta-se que o gay seria mais voltado ao público alvo da loja. Heterossexuais se sentem prejudicados com a prática.