Falta de água muda rotina de moradores na Grande Florianópolis

Atualizado

A falta e o abastecimento reduzido de água em vários bairros da Grande Florianópolis têm mudado a rotina de moradores, empresas e administração pública nas últimas semanas. Na Capital e no município de Palhoça, as prefeituras proibiram uso de água tratada para limpeza de imóveis municipais. Além disso, as cidades também pedem a atenção da população para o uso consciente da água.

Moradora do Itacorubi, dona Osmarina Machado, 73 anos, está com abastecimento comprometido há vários dias – Caroline Borges/ND

Na madrugada desta sexta-feira (9), dona Osmarina Machado acordou com o barulho da caixa enchendo perto da 1h. Com a notícia, logo que a aposentada de 73 anos levantou, foi encher os baldes de água para lavar a roupa e fazer a comida. Perto das 10h, somente pingos desciam pela torneira da moradora do bairro Itacorubi.

“Essa é a nossa rotina. Se a gente não fizer isso, não tem como lavar as roupas, fazer comida, beber água, nada. Eu sempre morei aqui e sempre que não chove acontece [o desabastecimento]”, afirma.

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Assim como a residência de dona Osmarina, um dos maiores condomínios da região, o Maison Du Flamboyant, está com o fornecimento de água reduzido e irregular. Com o medo da falta de água, desde segunda-feira (5) o registro é fechado às 10h e só retorna perto das 17h.

E para reforçar o abastecimento, na manhã desta sexta um caminhão-pipa foi chamado para encher o reservatório do condomínio. Segundo o Erlon Pinto da Luz, a água poderia abastecer o prédio por quatro dias.

“Como aqui tem muita gente, precisou reforçar. Os moradores também estão com a água reduzida e estão economizando como podem”, afirmou.

Falta de água muda rotina de moradores na Grande Florianópolis – Erlon pinto da luz

Conscientização

Lisiane Franco, moradora de São José, vive uma dupla rotina sem água. No trabalho, em Florianópolis, quando chega ela precisa encher os galões para que o restaurante em que é atendente possa fazer os alimentos. Já em casa, a palavra é consciência:

“Lá não está faltando água, mas eu moro na parte baixa. Mesmo assim, a gente está tomando banho mais rapidinho e evitando lavar roupa todos os dias. Tem que ser consciente do problema”, declarou.

Educação atenta

As maiores instituições de educação da região também estão em estado de alerta. Na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), a sede da TV, localizada no centro da cidade, ficou sem água na tarde da última quinta-feira (8). A Casan foi solicitada e, segundo a administração da universidade, o problema foi resolvido no mesmo dia.

Na Udesc (Universidade Estadual de Santa Catarina) o abastecimento está irregular durante a semana, mas a administração mantém as atividades com a água dos reservatórios. Além disso, há economia de água nos prédios da instituição.

De acordo com a SED (Secretaria de Estado da Educação), na quarta-feira (7) a Escola Estadual Odete Maria Domingues, em Palhoça, amanheceu sem água e foi preciso a contratação de um caminhão-pipa para regularizar a situação. Segundo a secretaria, a situação é monitorada de perto e, caso haja falta de água, haverá reabastecimento emergencial.

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