Família assassinada em Alfredo Wagner é velada no Paraná

Atualizado

A família vítima de um triplo homicídio em Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, na última sexta-feira (9), será sepultada nesta segunda-feira (12), por volta das 14h, no Paraná. O velório teve início às 19h deste domingo (11) e segue ao longo da manhã desta segunda, na Capela Mortuária Marechal, no distrito de Bom Jardim.

Na foto, Loraci Matthes, 50 anos, o filho Mateo Teneu, 8 anos, e Carlos Alberto Tuneu, 67 anos – Reprodução/Arquivo Pessoal/ND

O sepultamento será realizado no cemitério Bom Jardim, no município de Marechal Cândido Rondon, no interior do Paraná. A cerimônia começará com uma missa, que será seguida pelo enterro. A cidade paranaense foi escolhida para devido ao fato dos parentes das vítimas morarem lá.

Segundo o IML (Instituto Médico Legal) de Lages, os corpos do casal Carlos Alberto Tuneu e Loraci Mathes, além do filho Mateo Tuneu, de oito anos, foram liberados no final da tarde de sábado (10). Conforme a Funerária Marechal, as vítimas teriam chegado em no município por volta por volta das 14h deste domingo (11).

De acordo com a Polícia Civil, os familiares teriam sido assassinados devido a uma dívida de R$ 20 mil do autor do crime à família. O casal e o filho moravam em Alfredo Wagner há pelo menos seis anos.

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Segundo a análise inicial do IGP (Instituto Geral de Perícias), o homem usou um objeto pontudo para matar Loraci Mathes, e, em seguida, a criança. Quando estava saindo da casa encontrou Carlos Alberto Tuneu, que chegava de carro e foi morto ao lado do carro.

Lorival Schäffer, um funcionário da família, foi o primeiro a encontrar os corpos. Ele relatou que estava na propriedade no momento do crime, mas não viu quando tudo aconteceu.

“Eu estava trabalhando com a motosserra e não vi nada. O dono da madeireira chegou e me disse que o Carlos estava morto na estrada”, falou, em entrevista à RICTV Record. “Quando chegamos na porta encontramos o menino e a mulher caídos”.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Civil, Arno Cabral Filho confessou ter matado os pais de Mateo. “Mostramos a foto do menino assassinado e então ele desabou, contou o que tinha feito. Não sabemos porque na frente do juiz ele ficou em silêncio”, completou, referindo-se à audiência de custódia, realizada no sábado pela manhã, em que o homem não respondeu às perguntas.

O suspeito esteve na casa na noite de quinta-feira (08) e teria ameaçado a família com uma arma de fogo. A Polícia Civil confirmou que Arno já havia registrado um boletim de ocorrência contra Carlos Alberto Tuneu, por ameaça.

IGP esteve no local onde os crimes ocorreram – IGP/Divulgação/ND

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