Família de catarinense morto na Austrália reclama de falta de apoio do Itamaraty

Atualizado

A família do catarinense Ivan Susin, morto depois de ser agredido em uma briga de rua em Gold Coast, na Austrália, reclama que o governo brasileiro não tem prestado o apoio necessário. As informações são do site da revista Época.

Família reclama do apoio não prestado pelo Itamaraty e Consulado – Foto: Facebook/Reprodução

De acordo com o relato, a advogada da família afirma que os familiares esperavam que algum representante brasileiro tivesse ido, pessoalmente, acompanhar os desdobramentos do caso.

As informações e auxílio que a família obteve foram dadas via e-mail e telefone, de Sydney, a quase mil quilômetros de distância.

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O Consulado do Brasil em Sydney, por sua vez, afirma que o protocolo para casos como este foi seguido. Até três meses atrás, o Brasil possuía um cônsul honorário em Brisbane, cidade vizinha a Gold Coast.

O cônsul prestava assistência à comunidade brasileira no local, mas depois de fazer críticas ao governo em uma rede social, Valmor Gomes Morais foi exonerado. A vaga ainda não foi preenchida.

Consulado de Sidney afirma ter prestado auxílio necessário

Mariana Madeira, cônsul-geral adjunta do Brasil em Sydney, afirmou à revista Época que o Consulado esteve em contato com a família desde que ocorreu a agressão.

A cônsul afirmou que o contato da diplomacia brasileira foi maior com o hospital e com a polícia australiana. Também disse que designou um psicólogo e um intérprete para a mãe de Ivan, fatos que são contestados pela advogada da família.

Madeira ainda afirmou que chegaram a cogitar mandar alguém para Gold Coast, mas, como sabiam que a irmã de Ivan estava a caminho da Austrália, repensaram.

Local do sepultamento

Uma das questões que ainda precisam ser definidas é o local onde o corpo de Ivan será sepultado. A família ainda não sabe exatamente qual será o custo final de todos os trâmites relacionados à morte de Ivan. Por isso, ainda não deram início a uma campanha por doações.

Por enquanto, a família precisa alternar a dor do luto com a necessidade de resolver as questões burocráticas relacionadas à morte de Ivan.

Contraponto

A equipe do ND+ entrou em contato com o Itamaraty para esclarecimentos, mas até o momento desta publicação não obteve resposta.

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