Família reconhece o corpo de mulher desaparecida em Barra do Sul, encontrada morta em Guaratuba

Familiares da dona de casa Micheline de Oliveira Cordeiro, 35 anos, moradora de Balneário Barra do Sul, desaparecida desde o dia 8 deste mês, não têm mais dúvidas de que o corpo de uma mulher, encontrado no dia 20, em Guaratuba, já em avançado estado de decomposição, é mesmo o de Micheline. O marido da vítima, Cleverson Cordeiro, foi ao IML (Instituto Médico Legal) de Paranaguá e reconheceu o corpo por meio das tatuagens, das roupas e de um anel.

Arquivo Pessoal/ND

Família afirma que o corpo encontrado é o de Micheline de Oliveira Cordeiro

As suspeitas de que se tratava mesmo da dona de casa surgiram logo depois de a notícia de seu desaparecimento ter sido divulgada no ND Online. Assim que amigos dela viram a reportagem sobre o desaparecimento e os comentários de que ela poderia ser a mesma moça, ainda não identificada, compararam as tatuagens e verificaram ser muito semelhantes. A mãe de Micheline também teria reconhecido as roupas da filha ao ler uma reportagem. Mas, segundo o IML, a identificação do corpo só será confirmada por meio da comparação de digitais.

Como os documentos não foram encontrados com a vítima, o marido diz que vai buscar cópias da carteira de identidade que possam estar com o advogado de Micheline, para tentar agilizar a liberação do corpo. Segundo ele, a família está chocada com a brutalidade do crime, já que a cabeça estava separada do corpo, completamente desfigurada por golpes de barra de ferro, e a vítima foi encontrada também sem uma das mãos. Agora, a polícia investiga uma pista, encontrada no terreno da pedreira abandonada onde o corpo foi encontrado por pescadores: uma mala, com roupas masculinas.
A suspeita é de que a mala possa pertencer ao autor do crime. Micheline saiu de casa na tarde de domingo, dia 8, e depois disso fez poucos contatos telefônicos com a mãe, por mensagens. Um dia, disse que estava em Foz do Iguaçu, mas que logo voltaria, mas depois não atendeu mais ao telefone. A uma amiga com quem ela conversou pelo Facebook no dia 5, confidenciou que estava em processo de separação e tinha um namorado. As últimas atualizações dela no Facebook são do dia 8.
A família suspeita que seja com este namorado que ela tenha viajado. O carro dela, um Citroen C 3 ano 2010, avaliado em R$ 30 mil foi vendido irregularmente por um rapaz identificado pela família apenas como Gabriel por R$ 13 mil e já repassado por um outro, conhecido como Dudu. Por isso, há também a suspeita de que ela tenha sido morta após ter o carro roubado.

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