Corrida do pato e futebol de lama

Carlos Júnior/ND

Pato Fittipaldi o treinador, Thiago Nemer, foram os vitoriosos na 10ª Festa do Pato

Corrida e futebol. Este domingo foi um dia bastante esportivo e de muita festa. No Vila Nova, durante a 15ª Festa do Arroz, ocorreu mais um tradicional campeonato de futebol na lama, disputado dentro de uma arrozeira. Em Pirabeiraba, a corrida mais esperada do ano foi durante a 10ª Festa do Pato. O vencedor, pelo segundo ano consecutivo, foi o pato Emerson Fittipaldi. Mais de dez mil pessoas prestigiaram as duas festas que ocorrem nas zonas rurais do município.
O pato Fittipaldi permanece invicto em todas as corridas que participou. Desde o ano passado, quando começou a disputar a corrida do pato, ele não perde uma competição. O mérito é também do treinador Thiago Nemer, 16 anos. Segundo ele, vários segredos envolvem este difícil e raro esporte. “Ele foi escolhido pelo tamanho. Procurei um dos maiores que meu avô tinha. É preciso cortar um pouco das penas para ele não voar no trajeto e assustar ele bastante na hora da corrida também funciona”, revela. O dono do pato Fittipaldi é o avô de Thiago, Augusto Elias Vieira. “Não é um pato muito novo. Está há algum tempo na família”, conta.
A disputa ainda contou com figuras ilustres e promissoras, mas que na hora da decisão decepcionaram. Ao todo, 16 patos estavam em busca do 1º lugar no pódio. Neimar, Romário, Limatador, Robinho, Obama, Lula, Ronaldinho, Leôncio, Sadan, Bin Laden, Tiririca, Schumacher, Ayrton Senna, Valentino Rossi e Felipe Massa disputaram quatro baterias classificatórias, onde só o melhor de cada uma avançava para a final. As maiores apostas estavam no estreante Tiririca e no experiente Valentino Rossi, que já disputou cinco provas e terminou em segundo em 2010. Os dois não passaram nem para a final. Melhor para Fittipaldi, que foi para a final com três estreantes (Neimar, Leôncio e Ayrton Senna) e consagrou-se bicampeão.

Narrador de corrida de pato
Só um esporte peculiar como a corrida do pato poderia ter um profissional tão autêntico: narrador de corrida de pato. Há quatro anos Marinho Borba é o dono da voz que narra os passos desajeitados de cada pato. “Sou o único profissional desse tipo no mundo e narrar esse esporte exige muita concentração e conhecimento”, brinca Marinho.
Depois da diversão com a corrida, para repor as energias gastas na disputa, muito pato recheado foi servido no almoço. “Só ficam vivos os patos vencedores. Os perdedores vão logo pra panela”, lembra aos risos um dos organizadores, Gilson da Silva.

Jogo limpo de atletas sujos
Os pratos típicos à base de arroz até atraem o público, mas a atração mais prestigiada da Festa do Arroz é o futebol na lama, que neste ano foi disputado por dez equipes em confrontos únicos. O vencedor de cada confronto levava o trofeu para casa. “Não tem linhas nem delimitações visíveis. Por isso eles devem respeitar o que eu sinalizo. O resto, é só diversão”, explica o juiz José Menestrina. “Normalmente juiz é odiado, mas aqui a gurizada gosta do juiz”, finaliza. As partidas tinham dois tempos de dez minutos. As equipes eram formadas por cinco jogadores mais o goleiro.
O mais importante na disputa não é vencer. O objetivo é fortalecer os laços de amizade e terminar coberto de lama. No final da partida, um banho de rio é a recompensa.
Pelo terceiro ano seguido, Rodrigo Kliszcz (23), participa do campeonato. Veterano neste esporte, já ensina os segredos para vencer. “Parece fácil, mas é muito cansativo e exige muita resistência, raça e vontade”, detalha Rodrigo.
A Festa do Arroz começou já na quinta-feira. No sábado, houve o baile para escolha da rainha. Franciele Cristina Alves (14) foi a vencedora. Paloma Meyer de Almeida (17) é a primeira princesa e Letícia Busemeier (17), a segunda princesa.

Saiba mais – Os confrontos
Gramocil 3 X 0 Os Inocentes
União 1 X 0 Sem Noção
Tabajara 0 x 0 Apavoroso (nos pênaltis continuou 0 a 0 e o troféu foi dividido)
Tribo da Cana 1 X 0 Grenal
GNVC 1 X 0 Lunáticos

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