Festas em SC acendem alerta para surto de sarampo no interior do Estado

Atualizado

Com o início das festas de outubro em Santa Catarina acende o alerta para o risco de propagação do sarampo. A doença respiratória é altamente transmissível, sendo que uma pessoa infectada pelo vírus pode transmitir a doença para até 18 outras pessoas.

As manchas vermelhas pelo corpo são um dos sintomas de sarampo – Foto: Agência Brasil/Divulgação/ND

Foram registrados no Estado 26 casos de sarampo, de acordo com o último boletim da DIVE/SC (Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), divulgado no final de setembro. A preocupação da vigilância é que a doença comece a se espalhar pelas cidades do interior, a exemplo de Guaramirim, Barra Velha e Schroeder onde já foram registrados casos.

Balneário Camboriú, Florianópolis e Joinville também tiveram registros da doença. “O que pode gerar a propagação da doença é a baixa cobertura vacinal que pode causar surtos”, afirma a enfermeira Alda Rodolfo da Silva.

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Alda, que é enfermeira responsável pelo setor de Imunopreveníveis da DIVE/SC, fala ainda da preocupação com as aglomerações de pessoas durante as festas de outubro e a vinda de pessoas de outras regiões do país para estes eventos. Durante o mês de outubro acontecem 11 festas por diversas regiões do Estado.

“O sarampo é uma doença com alto índice de transmissibilidade e a fase inicial pode se confundir com outras enfermidades. O grupo que mais preocupa é o de jovens na faixa dos 20 anos, justamente o grupo que mais vai participar deste tipo de evento”, comenta Alda.

Sintomas do sarampo podem confundir

Os primeiros sintomas do sarampo podem confundir. Começa com uma febre acompanhada por dores no corpo e coriza, que levam o paciente a acreditar que está com gripe ou com um forte resfriado. As manchas vermelhas, características da enfermidade, aparecem quando a doença já está instalada e este é o momento da alta transmissibilidade do sarampo.

Esse é fator que mais preocupa as equipes de saúde. Por se tratar de uma doença respiratória, o sarampo é transmitido pelo ar. O vírus pode ficar até 30 minutos em um ambiente após ser liberado nas partículas de saliva ou pela respiração. Isso acaba contribuindo para a alta transmissibilidade da doença.

A prevenção acontece por meio de duas doses da vacina trivalente e da tetravalente, ambas aplicadas na infância. Mas é entre os jovens adultos que se têm registrados mais casos de sarampo. Essa população também deve se vacinar, respeitando a orientação de duas doses para quem tem menos de 29 anos e uma para os que têm idade maior que esta.

Entre os dias 7 e 25 de outubro acontece no Brasil à campanha nacional de vacinação contra o sarampo. A intenção do Ministério da Saúde é vacinar o maior número de indivíduos dos dois grupos.

Festas em SC acendem alerta para surto de sarampo no interior do Estado

O que é o sarampo?
Sarampo é uma doença respiratória causada pelo vírus Measles morbillivirus. A enfermidade é altamente transmissível, sendo que uma pessoa infectada pode transmitir o sarampo para outras 18. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com uma gripe comum, pois são caracterizados por febre, dores no corpo e coriza. A vermelhidão na pele aparece quando a doença já está em estágio mais avançado. Em casos graves o sarampo pode causar pneumonia, cegueira, encefalite, desidratação e morte. - Ministério da Saúde/Divulgação

O que é o sarampo? Sarampo é uma doença respiratória causada pelo vírus Measles morbillivirus. A enfermidade é altamente transmissível, sendo que uma pessoa infectada pode transmitir o sarampo para outras 18. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com uma gripe comum, pois são caracterizados por febre, dores no corpo e coriza. A vermelhidão na pele aparece quando a doença já está em estágio mais avançado. Em casos graves o sarampo pode causar pneumonia, cegueira, encefalite, desidratação e morte. - Ministério da Saúde/Divulgação

A vacina contra o sarampo pode causar autismo?
Mito. Não existem comprovações científicas que liguem a vacina contra o sarampo a causa do autismo. Existem duas vacinas que previnem contra o sarampo: a tríplice viral e a tetraviral. A primeira contém vírus vivo enfraquecido de sarampo, rubéola e caxumba. Já a segunda possui todos os citados e resquícios do vírus Varicela zoster, causador da catapora. Ambas são consideradas seguras pelo Ministério da Saúde, que as oferece para gratuitamente por meio do SUS. - Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

A vacina contra o sarampo pode causar autismo? Mito. Não existem comprovações científicas que liguem a vacina contra o sarampo a causa do autismo. Existem duas vacinas que previnem contra o sarampo: a tríplice viral e a tetraviral. A primeira contém vírus vivo enfraquecido de sarampo, rubéola e caxumba. Já a segunda possui todos os citados e resquícios do vírus Varicela zoster, causador da catapora. Ambas são consideradas seguras pelo Ministério da Saúde, que as oferece para gratuitamente por meio do SUS. - Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

Adultos podem se vacinar contra o sarampo?
Sim. A vacinação contra o sarampo em adultos é feita em duas doses para quem tem menos de 29 anos e em uma para quem tem idade superior a esta. - Ricardo Wolffenbüttel / Secom

Adultos podem se vacinar contra o sarampo? Sim. A vacinação contra o sarampo em adultos é feita em duas doses para quem tem menos de 29 anos e em uma para quem tem idade superior a esta. - Ricardo Wolffenbüttel / Secom

Quem já teve sarampo corre o risco de ter a doença novamente?
Não. Pessoas que já enfrentaram o sarampo não correm o risco de ter a doença novamente, pois já desenvolveram anticorpos contra o vírus. - Agência Brasil/Divulgação/ND

Quem já teve sarampo corre o risco de ter a doença novamente? Não. Pessoas que já enfrentaram o sarampo não correm o risco de ter a doença novamente, pois já desenvolveram anticorpos contra o vírus. - Agência Brasil/Divulgação/ND

O que pode acontecer se a diabetes não for controlada? Sem tratamento os pacientes com diabetes acabam com o sangue mais grosso, o que pode contribuir para o aparecimento de outras doenças. De acordo com dados da IDF (International Diabetes Federation), 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem por causa de doenças cardíacas. “A diabetes aumenta o risco de infarto, cegueira e amputação e acaba se tornando um grande problema de saúde pública”, destaca Marisa. - Pixabay/Reprodução/ND

O que pode acontecer se a diabetes não for controlada? Sem tratamento os pacientes com diabetes acabam com o sangue mais grosso, o que pode contribuir para o aparecimento de outras doenças. De acordo com dados da IDF (International Diabetes Federation), 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem por causa de doenças cardíacas. “A diabetes aumenta o risco de infarto, cegueira e amputação e acaba se tornando um grande problema de saúde pública”, destaca Marisa. - Pixabay/Reprodução/ND

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