FGTS deve ser sacado, porém não é recomendável gastá-lo, orienta especialista

“O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) rende muito pouco e tem uma série de restrições para usar o dinheiro. Então, uma oportunidade como essa de resgatar o dinheiro têm de ser aproveitada, por quem quer que seja, independente da faixa etária” destaca o gestor de investimentos Alexandre Amorim, da empresa Par Mais.

Nesta quinta-feira (18) governo anunciou a liberação dos recursos das contas ativas do Fundo de Garantia. As condições para o saque ainda estão sendo ajustadas, afirmou o presidente Jair Bolsonaro. Em 2017, medida semelhante promovida pelo ex-presidente Michel Temer com contas inativas injetou R$ 44 bilhões na economia.

Governo ainda está definindo como ocorrerão os saques ao FGTS  – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/ND

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Conforme Amorim, há outras aplicações que rendem mais que o FGTS e que, assim, compensam mais a aplicação. “Mesmo a poupança que é um investimento que rende pouco, mais ou menos 4,5% (70% da taxa SELIC) rende mais que o FGTS, que rende 3% ao ano”.

Entretanto o gestor destaca que não é bom utilizar o dinheiro do fundo com o objetivo de consumo. Isso porque o FGTS, como o nome diz, é um fundo de garantia, para longo prazo, voltado para eventualidades ou demissões. “Ele deve ser mantido como reserva”, destaca Amorim.

“A primeira sugestão seria manter uma reserva de emergência. Ele é um investimento que pode ser resgatado a qualquer momento. E a pessoa não tem prejuízos ao resgatar o dinheiro, independente de quando for” complementa.

Caso o trabalhador já tenha uma reserva correspondente a pelo menos seis meses de despesa, é importante pensar a longo prazo e investir na aposentadoria. “Primeiro: reserva de segurança e segundo, se sobrar dinheiro, pensar a longo prazo. O que não se deve é gastar com consumo” conclui.

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