Figueira da praça 15 de novembro receberá poda, tratamento e substituição de escoras

Processo começa hoje e deve durar, pelo menos, 30 dias, segundo a Floram

Rosane Lima/ND

Limpeza dará mais vida à figueira centenária da praça 15 

Ponto de referência, atração turística e local de quem vive e transita pelo Centro de Florianópolis, a figueira centenária da praça 15 estará parcialmente interditada a partir deste sábado. Mas por uma boa causa. Uma equipe contratada pela Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) e pelas Lojas Koerich, que adota e cuida da praça, começa uma limpeza fitossanitária e morfofisiológica da árvore. Ou seja, será feito um trabalho delicado e intenso de poda, retirada de plantas parasitas, tratamento de lesões nos caules, galhos e ramos e substituição das escoras que sustentam um dos símbolos da cidade.

Este processo profundo de manutenção da velha figueira não era feito há cerca de dez anos, apesar de haver reparos ocasionais por parte da Floram. O trabalho deve durar pelo menos 30 dias. “Vamos eliminar algumas plantas epífitas, que estão dependuradas nos ramos da árvore. Algumas são parasitas e comprometem a circulação de árvores, provocando ressecamento e a possível quebra dos galhos. Por isso, é preciso muito cuidado”, explica Luiz Pazini Figueiredo, biólogo e mestre em engenharia ambiental da Floram, que coordenará o trabalho.

Segundo ele, o excesso de plantas que permeiam a figueira e o impacto gravitacional sobre ela resultam em muito peso e, consequentemente, na quebra dos galhos. Por isso, também é importante a troca das escoras que sustentam os galhos. Serão recolocadas 22 escoras e mais dez serão fixadas. “Hoje há um sério risco de quebra dos galhos por conta de chuvas fortes e vento, por exemplo. Ela precisa respirar um pouco, de mais ar, e é o que faremos”, explica o diretor de Gestão Ambiental da Floram, João da Luz.

Além da limpeza fitossanitária, também poderá ser preciso realizar uma dendrocirurgia. O método aplicado em árvores consideradas monumentos históricos e espécies raras nativas, estimula a recuperação dos danos, a regeneração e, principalmente, melhora a estética.

De acordo com o biólogo Luiz Pazini Figueiredo, todo o processo impedirá danos futuros à árvore e a equipe terceirizada será acompanhada pelo departamento de praças e arborização pública da Floram. Aliás, encontrar uma empresa capacitada e disposta a realizar o trabalho na figueira foi um desafio. “Existe muita especificidade neste trabalho e é preciso muito cuidado para mexer em um símbolo de extrema importância da cidade”, explica. Será feita ainda a desratização no entorno da praça, a limpeza do local e a reposição dos seixos rolados, aquelas pedras de formato arredondado e superfície lisa, que ficam na base da figueira. 

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