Figura marcante do Mercado Público, Aurino Manoel dos Santos morre aos 73 anos

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Morreu na manhã deste domingo (8), em Florianópolis, o comerciante Aurino Manoel dos Santos, de 73 anos. Ele estava internado no Cepom desde a última sexta-feira (6), quando teve uma recaída no tratamento contra um câncer que enfrenta desde 2014.

O velório acontece na Capela Mortuária Irmandade de Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos, no Centro de São José, na Grande Florianópolis, já na noite deste domingo, às 20h. O enterro será nesta segunda-feira (9), no Cemitério de São José.

Aurino era figura conhecida no Mercado Público – ponto turístico da Capital – e no Centro da cidade. O comerciante trabalhava há quase 60 anos no local e era dono do açougue “mais famoso” de Florianópolis.

“Ele estava lutando contra um câncer, foi tudo muito repentino. Diagnosticado ele já havia sido em 2014, mas de uns três anos pra cá vem sendo bem agressivo, passou por algumas cirurgias”, conta o filho do comerciante, Marcos Aurino dos Santos, de 46 anos.

Marcos trabalhava ao lado do pai desde os 13 anos de idade. “O tempo que ele podia, quando estava bem, ele sempre estava lá no açougue. Quando ele internou novamente, ele disse: agora eu vou me cuidar, para ficar bem e voltar para o mercado”, afirma o filho.

Aurino começou a trabalhar no Mercado Público em 1959, e passou por três boxes, todos na ala sul.

“É uma grande perda. Ele já vinha lutando há algum tempo contra essa doença”, lamenta o presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado Público, Aldonei Brito.

Aposta diferente

Quando teve que sair da ala Sul do Mercado Público, Aurino foi trabalhar no Empório 12, na ala norte que pertencia a sua família.

Cortes nobres de carnes bovinas como aberdeen angus, hereford, carne seca e frescal se misturam a carnes exóticas como rã, jacaré, coelho e capivara e frutos do mar como vieira, lula, polvo, tilápia e botarga (a ova da tainha), eram as apostas.

A aposta em um novo segmento no Mercado Público surgiu durante a licitação dos boxes. Antes da revitalização, familiares de Aurino Manoel dos Santos trabalhavam no açougue do Aurino e, com medo de não serem selecionados na nova licitação, eles decidiram investir em uma loja com produtos exóticos.

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