Fiscalização da Lei Seca é intensificada nas ruas de Florianópolis

Operações de fiscalização acontecem em pontos diferentes da Capital. Foto: Divulgação/PMF

Pelo menos duas vezes por semana, os motoristas que costumam trafegar à noite pelas ruas de Florianópolis podem virar alvo das blitze da Lei Seca realizadas pela GM (Guarda Municipal).  As operações viraram rotina a partir do mês de abril, seguindo determinação da Secretaria Municipal de Segurança e do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro.

De acordo com o comandante da Guarda Municipal, Ivan da Silva Couto Júnior, após três meses de trabalho, é difícil estipular um diagnóstico sobre o comportamento do motorista de Florianópolis porque as operações são realizadas em diferentes locais da cidade, para evitar que determinada região fique conhecida como local de fiscalização.

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“A única situação que podemos relatar com base nas operações é que na sexta-feira, a incidência de motoristas que conduzem veículo sob influência de álcool é maior”, destaca.

Além dos motoristas, comerciantes também já perceberam que a fiscalização se tornou rotina no trabalho da GM. “Um comerciante da orla gastronômica de Coqueiros que integra o Conseg (Conselho de Segurança) do bairro nos relatou que seus clientes têm optado pelo serviço do transporte por aplicativo justamente devido às operações”, afirma.

Operações são devidamente sinalizadas. Foto: Divulgação/PMF

Os próprios motoristas de aplicativo também têm relatado aos agentes que as operações tem provocado um maior volume de corridas  durante à noite.

Em 16 operações realizadas pela GM entre os meses de abril até o último sábado, 2.614 veículos foram abordados e 47 motoristas foram autuados por dirigir sob influência de álcool. Em diferentes níveis de alcoolemia.

Porém, Couto Júnior ressalta que o número é maior, porque o motorista pode se recusar a fazer o teste do bafômetro, embora ainda assim seja multado em R$ 2.934,70. “São mais de 50, o que aumenta esse número para mais de 100 motoristas”, destaca.

Segundo Couto Júnior, os diferentes locais de abordagem escolhidos pela GM levam em conta três situações: a segurança dos agentes, um local sem rotas de fugam que possam até ocasionar acidentes e sem prejudicar a mobilidade da cidade.

E o trabalho tem repercutido de forma positiva. “Recebemos muitos elogios, inclusive dos passageiros dos motoristas de aplicativo, que às vezes estão sob influência de álcool e se mostram muito tranquilos pois evitaram uma multa ao escolher não dirigir naquela noite”, relata.

Grupos de mensagem atrapalham

As blitze têm acontecido à noite, mas não tem horário ou período de duração, e podem ocorrer em diferentes locais da cidade, tanto na parte continental como insular.

Apesar da variação dos locais, muitas vezes as operações acabam sendo divulgadas em grupos de mensagem ou em aplicativos de localização tão logo começam a ser realizadas.

“É uma conduta errada, pois as blitze não tem um único objetivo, apesar do foco ser a Lei Seca”, explica Couto Júnior.

Além de dirigir sob influência de álcool, as operações realizadas pela GM já flagraram diversos outras infrações. Desde motoristas que conduziram crianças sem a cadeirinha como a posse de drogas.

“Também recebemos diversas críticas, algumas totalmente infundadas. Outro dia disseram que a blitz era só para autuar motoristas com película no veículo, o que não é verdade”, completa.

NÚMEROS:

Blitze de Lei Seca: 16

Veículos abordados: 2.614

Autuados por dirigir sob influência de álcool: 47

Autuados por dirigir com CNH vencida: 10

Autuados por dirigir com CNH suspensa: 3

Autuados por falta de licenciamento do veículo: 24

Autuados por recusa ao teste de alcoolemia: 55

Autuado por permitir posse de veículo sem CNH: 6

Autuado por posse de Drogas: 3

Autuados por dirigir veículo com película em desacordo: 10

Autuado por existir mandado de prisão: 1

Autuado por transportar criança sem cadeirinha: 2

Autuado por Receptação: 1

Autuado por conduzir o veículo com defeito no sistema de iluminação: 1

Autuado por dirigir sem calçado que se fixe aos pés: 1

Fonte: Assessoria de imprensa da PMF.

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