Fiscalização de obras irregulares por drones em Florianópolis será feita em tempo real

A tecnologia dos drones, adotada pela Prefeitura de Florianópolis, fará com que a fiscalização de áreas de desmatamento e obras irregulares na Capital seja feita em tempo real, com o auxílio da inteligência artificial.

O monitoramento será feito via satélite e as imagens serão captadas por drones, que identificarão essas áreas.

O trabalho será supervisionado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano. O contrato foi firmado pela pasta com a empresa Horus Aeronaves Ltda.

Imagens vão ajudar a identificar construções irregulares em Florianópolis – Arquivo/Daniel Queiroz/ND

A ideia é fazer o primeiro registro ainda esta semana e, a partir daí, criar uma radiografia das áreas de desmatamento e construções irregulares. Uma segunda imagem será feita daqui a um mês, quando serão verificadas as incompatibilidades e divergências. O projeto prevê 250 voos por mês.

A inteligência artificial a partir das imagens aéreas servirão de base para apontar a real situação da cidade com relação às áreas afetadas, reforçando as políticas públicas preventivas por parte da prefeitura.

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Criação do projeto

O projeto, de acordo com secretário Nelson Mattos, foi desenvolvido há cerca de seis meses e o contrato com a empresa foi assinado recentemente. O plano é aperfeiçoá-lo, conforme colocado em prática.

“É um projeto inovador e vai levar um tempo até alcançar a excelência. Hoje a fiscalização é feita através da Ouvidoria, das denúncias e do trabalho in loco do próprio fiscal. A ideia é que isso mude com as imagens coletadas por satélite”, contou o secretário.

Como irá funcionar

De acordo com Mattos, o monitoramento via satélite fará uma varredura da área terrestre da cidade. Após o mapeamento, será feito um relatório com base nos dados coletados. Esses dados serão encaminhados à fiscalização, que irá acompanhar, em tempo real, a situação das regiões indicadas no relatório.

Segundo o secretário, a empresa responsável pela tecnologia colocou um suporte técnico à disposição da prefeitura para auxiliar no trabalho.

“Com relação ao armazenamento de dados, foi criada uma plataforma para armazená-los e separar aquilo que já foi licenciado, o que está com a licença pendente, o que é área de desmatamento, entre outras situações”, disse Mattos.

Projeto da Prefeitura de Florianópolis prevê 250 voos por mês – Pixabay/Reprodução/ND

O foco principal, segundo ele, é o desmatamento em áreas inapropriadas. “A partir dos diagnósticos será montado o plano de ação – itinerário – para que a fiscalização seja exercida de maneira plena. Além disso, esse conjunto de dados e informações irá auxiliar, também, o trabalho da Defesa Civil em situação de alagamentos, por exemplo”, relevou Mattos.

De acordo com Mattos existem cerca de 435 km² de área terrestre na cidade e o uso dos satélites irá agilizar e aprimorar a fiscalização e o mapeamento.

“O propósito é também fazer um levantamento e verificar essas questões de uma maneira mais atual e compilada, até porque Florianópolis tem uma ampla área terrestre”, afirmou.

A questão da grilagem receberá atenção especial e, com o projeto, a ideia é justamento evitar esse tipo de irregularidade.

“O uso dos drones está atrelado à pauta ambiental e urbanística. Haverá uma série de desdobramentos que envolvem não somente a fiscalização, mas também a desburocratização de projetos”.

Caráter pedagógico

O secretário ressaltou, ainda, que o projeto possui um caráter pedagógico e não punitivo. “A maioria das irregularidades ocorre porque a população não tem conhecimento de como proceder. A ideia é que a pessoa vá até a secretaria e tire suas dúvidas. Vamos atuar ao lado da população para desenvolvermos juntos, uma cidade sustentável”, declarou Nelson Mattos.

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