Florianópolis tem mais de cem hortas comunitárias, que produzem alimentos sem agrotóxico

Espaços para o cultivo, oferecidos por meio do Programa Municipal de Agricultura Urbana, estão implantados em locais como escolas municipais, centros de saúde e áreas públicas de uso da população

Horta Pedagógica e Comunitária do Pacuca, no Campeche, é aberta a quem quiser participar e colaborar – Reprodução/Facebook/ND

As hortas comunitárias são uma forma eficiente de produzir alimentos, pois as hortaliças têm alto rendimento, ou seja, produzem muito alimento em relativamente pouco espaço. Além disso, permitem que seja produzida uma diversidade saudável de alimentos, que podem ser colhidos diretamente do local, de forma gratuita. Florianópolis tem hoje mais de cem destas hortas, onde são cultivados os temperos e verduras que irão aprimorar o sabor dos alimentos ou ajudar na recuperação da saúde. Essa produção, que não utiliza agrotóxicos, é possível por meio do PMAU (Programa Municipal de Agricultura Urbana), da Prefeitura de Florianópolis.

Implantado em 2017 o PMAU reúne 14 órgãos municipais que agem colegiadamente na elaboração de projetos e execução de ações ligadas a esta área. As hortas comunitárias da Capital estão localizadas em espaços como escolas municipais, centros de saúde e áreas públicas de uso da comunidade.

A iniciativa tem como uma de suas prioridades o incentivo ao cultivo de hortas urbanas em espaços públicos, comunitários ou residenciais, como quintais, terraços, tetos, sacadas, escolas, creches, centros de saúde, centros de assistência social, entre outros. Além do desenvolvimento de atividades pedagógicas, lúdicas e terapêuticas para a população geral, priorizando estudantes, idosos e pessoas com deficiências.

De acordo com o município, nestes locais, técnicos do PMAU orientam o preparo da terra, sua adubação orgânica, o plantio e o momento da colheita. Qualquer pessoa, dentro de normas estabelecidas, pode retirar destes canteiros as plantas que necessite. E tudo isso sem precisar gastar um único centavo.

Registro da época de implantação de horta comunitária no Córrego Grande – Divulgação/ND

“Além de produzirem alimentos saudáveis para a população, de forma gratuita, as hortas são momentos de encontro da comunidade e colaboram para o bem-estar de todos. São espaços para o desenvolvimento de atividades terapêuticas e educacionais”, afirma o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro.

Para se informar sobre a horta comunitária mais próxima, basta enviar um e-mail para agriculturaurbanafloripa@pmf.sc.gov.br. A Prefeitura da Capital prepara um mapa, com a localização de cada cultivo, que ficará disponível no site para toda a população. A intenção é publicar o resultado deste trabalho antes de março de 2020.

Arte e vida ontem antes havia apenas lixo

Outro projeto, o Revitaliza Floripa, voltado à recuperação ambiental e sanitária de espaços de uso público e interesse social, da Prefeitura de Florianópolis tem mudado completamente a aparência e uso de locais que antes eram pontos de descarte irregular de resíduos na Capital. A ação integra diversos órgãos municipais e sociedade e prevê a sensibilização social, limpeza, implantação de equipamentos de saneamento ambiental e de lazer para eliminar os pontos de descarte irregular de resíduos.

De acordo com o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, a força-tarefa tem a meta de zerar os pontos de lixo, que chegam a quase 200 na cidade, criando espaços de saúde e lazer que possam ser mantidos pelas comunidades. O presidente da Comcap, Marcio Alves, reforça que nas intervenções do Revitaliza Floripa é fundamental que a comunidade se aproprie do espaço, para atividades de lazer, terapêuticas, de convivência.

Em um destes pontos revitalizados, a rua Nossa Senhora do Rosário, localizada na esquina da praça da comunidade PC3, no Jardim Atlântico, onde um terreno baldio era usado como ponto de descarte irregular de lixo, foi criada uma horta comunitária, que já é utilizada pela população para o plantio de hortaliças, árvores e frutíferas.

Comunidade PC3, no Continente, trabalha em horta implantada em terreno onde, antes, eram depositados resíduos – PMF/Divulgação/ND

Para a ação, a prefeitura fez a limpeza do terreno e preparação do solo e criados três canteiros de 18m² cada. A própria comunidade é responsável pelos vegetais e leguminosos plantados. “Esta horta na frente da comunidade que eu moro há 32 anos é um sonho realizado. Estamos colhendo os vegetais e plantas que semeamos e agora temos amor em forma de alimento em vez de lixo”, afirma a líder comunitária Elsa Adão Veloso.

Benefícios das hortas comunitárias

– São uma forma muito eficaz de distribuir alimentos. Como o próprio interessado é quem produz o alimento, elimina-se assim qualquer atravessador entre o alimento e o indivíduo a que se destina;

– Adultos e crianças envolvidos em projetos de hortas comunitárias apresentaram melhoria na saúde, com reflexo sobre o rendimento no trabalho e na escola;

– As hortas comunitárias permitem que seja produzida uma diversidade saudável de alimentos. Muitas e diferentes hortaliças, com valor nutritivo complementar, podem ser produzidas ao mesmo tempo, garantindo a boa qualidade da alimentação;

– Por serem comunitárias, as hortas permitem que sejam criados laços de cooperação e ajuda mútua entre vizinhos, despertando o sentido de comunidade;

– Quando urbanas, as hortas comunitárias cumprem ainda a função de ocupar espaços vazios ou mal utilizados. Com isso, economiza-se os recursos e evita-se que essas áreas se tornem foco de doenças.

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.

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