Floripa É: perspectivas e projetos para os próximos dez anos da cidade

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Na última década, Florianópolis passou por inúmeras mudanças e melhorias em diversos aspectos da cidade. Apresentou crescimento em áreas como tecnologia, por exemplo, com o surgimento de inúmeras startups inovadoras. Aprimorou os espaços públicos, com a reforma de parques e praças por toda ilha e continente. Renovou pontos essenciais para a capital, como o aeroporto e o principal ponto turístico da cidade, a Ponte Hercílio Luz.

Reportagem: Jéssica Weirich e Letícia de Castro

De acordo com o secretário municipal de Turismo, Vinicius De Luca Filho, para os próximos dez anos, Florianópolis pretende proporcionar aos moradores e turistas o engordamento nas faixas de areia das principais praias, além do projeto de despoluição da Beira-Mar Norte que já está em andamento. “Queremos resgatar a relação cidade e mar”, afirmou Vinicius.

Aeroporto Internacional Hercílio Luz – Foto: Marcos Campos / ND

Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,847, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Florianópolis figura em terceiro no ranking dos municípios e em primeiro entre as capitais dos estados brasileiros. Este índice, somado a outros fatores como segurança, tornam a cidade uma das melhores do país para se viver e um dos destinos mais desejados entre os turistas.

Quadra poliesportiva na areia da Beira-Mar – Foto: Marcos Campos / ND

A ilha de Santa Catarina também está bem colocada entre os municípios do Brasil quando o assunto é economia: com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 18.657.157,00, a cidade ocupa a 44ª posição no ranking do país. Na educação, a capital apresenta uma taxa de escolarização de 98,4% entre seis e 14 anos, e uma taxa de analfabetismo de 2,6%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), colocando Florianópolis como a capital mais alfabetizada do país.

Gean Loureiro – Prefeito de Florianópolis

Foto: Daniel Queiroz/ND

Para o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, a capital de Santa Catarina inicia a nova década deixando para trás o rótulo de “cidade que nada pode” e abraça a nova identidade de “cidade que tudo pode”. “Ganhamos um aeroporto à altura da nossa cidade; recuperamos nosso principal cartão-postal, a Ponte Hercílio Luz; iniciamos o alargamento de praia por Canasvieiras, algo que também era uma ‘lenda’. É fato de que a cidade, de três anos para cá, é outra, respira outro ar. Acho que isso tudo é fruto da união de todos que aqui moram”, afirmou.

O prefeito acredita que a ilha precisa de pontos turísticos aptos a receberem as pessoas, pois aumentam o número de visitantes e melhoram a autoestima dos moradores de Florianópolis. “O aeroporto é a porta de entrada da cidade. E tem aquela velha máxima: a primeira impressão é a que fica. Então, se o visitante desembarca em um aeroporto novo, moderno, confortável, ele já começa a viver sua experiência em Florianópolis em alto nível,  assim como poder pisar e passar por cima da ponte mais linda do Brasil, a nossa Hercílio Luz. É um equipamento de mobilidade, mas também de turismo. Passa a ser uma visita obrigatória de todos que visitam nossa cidade”, explicou.

Para os próximos anos, Gean visualiza desafios a serem enfrentados pelo poder público. “Nossa cidade é referência em qualidade de vida para o Brasil e, por isso, recebemos um alto número de imigrantes. Isso faz com que o poder público tenha que ser mais ágil do que o normal para conseguir ofertar serviços necessários. Além disso, a mobilidade merece nossa máxima atenção. É um problema em todas as capitais brasileiras de todo o mundo. Estamos implantando a lógica da prioridade para o ônibus que há muito tempo se fala, mas só agora, de fato, começamos a ver, como os corredores exclusivos da Ponte Hercílio Luz até o terminal central”, declarou.

Fernando Marcondes – Resort Costão do Santinho

O ano de 2019 foi o mais marcante da última década no que diz respeito ao turismo em Florianópolis, de acordo com Fernando Marcondes. Para o empresário, além da reabertura da Ponte Hercílio Luz no final do ano, também entram para a lista de conquistas da cidade a inauguração do novo aeroporto, a despoluição da Baía Norte, o alargamento da Praia de Canasvieiras, a reforma do Largo da Alfândega, a intensificação dos trabalhos de recuperação de parte antiga da cidade, além de construção e revitalização de praças e parques. Todas essas mudanças melhoram a estrutura da capital e a autoestima dos seus moradores. Marcondes acredita que essas realizações terão um forte impacto no turismo da cidade.

Resort Costão do Santinho – Foto: Divulgação

O empresário destaca as praias da ilha como a maior atração. “A ilha de Santa Catarina, que abriga a cidade de Florianópolis, é uma das mais belas do mundo. As suas 42 praias são exuberantes e formam o seu maior atrativo, sem dúvida. Os cuidados da Casan com a despoluição das praias (como do bairro dos Ingleses) deve merecer uma atenção especial e severo acompanhamento pela cidade”, destacou. Marcondes acredita que três aspectos podem trazer desafios ao setor do turismo em qualquer cidade: a segurança, a poluição e a mobilidade. Em Florianópolis, ele acredita que os dois primeiros não têm sido uma ameaça para os visitantes, apesar de que a mobilidade está se tornando um desafio crítico.

Resort Costão do Santinho – Foto: Divulgação

Para a nova década, o empresário destaca a importância de criar atrativos turísticos para a classe alta da cidade, a construção da Marina e a melhora na mobilidade de Florianópolis. “É lamentável que ainda continuamos como uma ilha de costas para o mar. Será importante a viabilização da construção da Marina, em exame na prefeitura. Mas precisamos muito mais. É triste constatar, mas temos um turismo de classe média simplesmente porque não temos atrativos para a classe alta. Enquanto Balneário Camboriú e Itajaí (Praia Brava) se tornam cases de desenvolvimento, nós não temos ousadia para crescer. Precisamos gerar riquezas, que equivale a melhores empregos e mais renda para a sociedade. Uma vez escrevi e repito: Floripa é uma Lamborguini pela sua beleza e potência, mas não temos combustível necessário para abastecê-la”, descreveu.

Luiz Gonzaga – Hospital SOS Cárdio

De acordo com o Diretor Geral do Hospital SOS Cárdio, Luiz Gonzaga, a tecnologia aliada à saúde tem melhorado substancialmente o setor em Florianópolis. “Contamos com bons hospitais resolutivos, grandes competências médicas e técnicas em diversas áreas da saúde e, em algumas, somos referência nacional.

SOS Cardio, Florianópolis – Foto: Divulgação

Estas competências, aliadas às novas tecnologias, nos permitem cuidar mais e melhor da saúde dos catarinenses, com qualidade e com harmonia. Impulsionados pela vocação inovadora e criativa de Florianópolis, está sendo formada uma forte integração entre todos os atores de nosso ecossistema de inovação: médicos, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, laboratórios, startups e instituições como a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e sua vertical da saúde; a Fiesc com a sua câmara da Indústria da Saúde; o SESI e seus centros de inovação; a Associação Catarinense de Medicina, a Fundação CERTI, as universidades e entre outros. Todos estes atores estão aplicando esforços importantes na busca de soluções inovadoras, criativas e disruptivas que possam, ao mesmo tempo, aumentar a qualidade e a precisão dos serviços de saúde e diminuir o seu custo. Estes esforços trarão, sem dúvidas, resultados importantes para que Florianópolis seja reconhecida como um centro de referência em saúde para toda a nossa região”, explicou.

SOS Cardio, Florianópolis – Foto: Divulgação

Para Gonzaga, a inteligência na gestão da jornada do paciente é uma prioridade para esta nova década, além da gestão responsável dos custos na área da saúde. “Nos centros mais avançados há uma grande preocupação em administrar a jornada do paciente, oferecendo de maneira econômica e satisfatória todos os recursos a disposição para o melhor atendimento resolutivo das necessidades dele. Também vejo nossa cidade como uma referência regional em saúde, por contar hoje com instituições fortemente dispostas a investirem na excelência e na melhoria contínua de nossas estruturas e a busca incansável por conhecimento e inovação, símbolo de nossa cidade”, afirmou.

Rafael Horn – OAB-SC

O presidente da OAB Santa Catarina, Rafael Horn, acredita que a tecnologia está revolucionando o modelo de execução de serviços jurídicos. “Criamos nesta gestão a Comissão de Inovação na Advocacia para facilitar a compreensão de que o avanço da ciência é uma realidade e não pode ser ignorado nem visto como uma ameaça, mas como uma oportunidade. A tecnologia pode potencializar e otimizar nossa atividade, com o advento de ferramentas que realizam tarefas repetitivas, possibilitando que o exercício da advocacia se torne cada vez mais estratégico e decisório.

Rafael Horn, OAB-SC – Foto: Divulgação

E Florianópolis possui um dos ecossistemas tecnológicos mais desenvolvidos do país, razão pela qual, através das comissões temáticas da OAB-SC, estamos nos aproximando desse ecossistema, com o intuito de promover inovação profissional e institucional a permitir à advocacia uma forte relação com o setor, o que virá em benefício de todos os envolvidos”, explicou. Como ação complementar, Horn afirmou que a OAB-SC tem investido em capacitação: 25 mil participantes de cursos e eventos no primeiro ano de gestão, atualizando os profissionais para assegurar seu lugar no mercado de trabalho.

Para Horn, apesar dos recentes investimentos, a estrutura de atendimento no primeiro grau, em especial na Justiça Estadual – onde tramita o maior volume de processos – ainda deixa a desejar. “Porém, temos uma enorme expectativa de reversão desse quadro em razão dos projetos e investimentos realizados e a realizar pelo TJSC no primeiro grau de jurisdição.  Os Tribunais, assim como a OAB-SC, estão se adaptando a esse momento de transformação e inovação, pautando suas ações no atendimento ao ‘cliente’. E os bons resultados desse novo modelo de trabalho, se mantido e aperfeiçoado, em breve serão sentidos pelo cidadão”, declarou. 

O advogado acredita que, para os próximos anos, o processo eletrônico judicial é um dos maiores desafios. “Recentemente, Santa Catarina testemunhou a controvérsia relacionada à exigência feita pelo CNJ, que buscava impedir a utilização do Eproc, considerado, atualmente, o melhor sistema de processo eletrônico. A OAB-SC atuou fortemente mobilizando a classe e conseguimos manter o sistema em Santa Catarina. Contudo, ainda há necessidade de avançar na uniformização do processo judicial eletrônico através da escolha do sistema que permita maior intuitividade, transparência e eficiência. E, principalmente, que a uniformização seja um facilitador não apenas do acesso ao sistema judicial, como também contribua para a melhor e mais rápida solução da controvérsia. Em suma, a tecnologia deve caminhar para harmonizar as soluções existentes e não para torná-las concorrentes e impeditivas dos avanços que, convenhamos, já vêm tardiamente”, concluiu.

Topázio Neto – FLEX – Gestão de Relacionamentos

Para o empresário Topázio Neto, Florianópolis vive uma transformação importante neste início de década. Ele explica que a atividade econômica da cidade, que foi iniciada por empresários do ramo do comércio e serviços, passou a contar com empreendedores da área tecnológica, formando o ecossistema singular que a ilha apresenta hoje para empresas, com o potencial de melhorar o desenvolvimento da capital. 

Flex – Relacionamentos Inteligentes – Foto: Divulgação

Segundo ele, o setor tecnológico traz para a cidade recursos financeiros que são gerados em outros mercados e entram na economia de Florianópolis na forma de salários, investimentos, consumo de bens e impostos. O empresário explica que a soma destas competências nos setores como comércio, serviços, turismo, indústria da construção civil e tecnologia farão de Florianópolis uma cidade capaz de gerar qualidade de vida e oportunidades para a população. “Uma cidade com uma classe empresarial forte e aliada do poder público, capaz de gerar oportunidades para todos os que vivem aqui, fará de Florianópolis um modelo a ser seguido”, acredita.

De acordo com Topázio Neto, ter uma empresa localizada na capital catarinense é uma vantagem. “Costumo dizer que, quando o cliente chega para visitar nossa empresa, metade da venda já está feita. Todos se encantam com a cidade e a hospitalidade do manezinho. Além disto, a geração de conhecimento nas nossas universidades, as atrações turísticas e a capacidade de trabalhar e empreender das pessoas criam um ecossistema ideal para o desenvolvimento de negócios”, afirmou.

O empresário acredita que o setor de tecnologia, do qual a empresa Flex faz parte, está cada vez mais competitivo devido ao aumento de empresas no ramo com bons profissionais. Entretanto, esse cenário movimenta o ambiente empresarial em direção à busca pela excelência. “Nosso desafio é formar profissionais do futuro. Precisamos gerar um movimento organizado e que envolva o poder público, as universidades, as associações de classes e as próprias empresas para construir as condições para esta capacitação. A cidade para as pessoas e oportunidades para todos a partir da capacitação e formação para o trabalho será o desafio para os próximos anos”, finalizou.

Leonardo Vieira – Centro de Convenções de Florianópolis (CentroSul)

Florianópolis é sempre palco de grandes eventos e atrações artísticas no estado de Santa Catarina. Leonardo Vieira, mais conhecido como Pezão no meio do turismo de negócios na cidade, é gerente comercial do Centro de Convenções de Florianópolis (CentroSul). No este ano, já estão sendo fechados mais de 145 eventos que vão contar com, aproximadamente, 412 mil pessoas. “A agenda do CentroSul para este ano está totalmente lotada”, ressalta. O gerente ainda acrescenta que todos são congressos regionais, nacionais e latino-americanos de grande envergadura.

Centro de Convenções CentroSul – Foto: Eduardo Valente / ND

O motivo de tanto sucesso de Florianópolis no turismo de eventos, de acordo com Leonardo, é a excelente infraestrutura. “Nossa cidade está muito bem preparada para atender os congressistas. Ao redor do CentroSul, no Centro da cidade, os hotéis contam com mais de 21 mil leitos. Em uma distância de cinco quilômetros do centro de convenções são mais oito mil e 500 leitos. E, além de tudo isso, Floripa tem a melhor gastronomia do Sul do Brasil”, revelou. O gerente também ressalta a vinda do novo aeroporto no final do ano passado. “Nós precisávamos e o novo aeroporto veio cobrir uma deficiência que nós tínhamos. Agora temos voo diretos para lugares de dentro e fora do país”, destaca Leonardo.

O grupo do CentroSul está trabalhando em um projeto de aumentar o espaço em mais metros quadrados, para abrigar mais salas, áreas de feira e toda uma área de gastronomia de frente para o mar. A expectativa é de que até 2026/2027, Florianópolis já esteja bem mais aquecida e aumente cada vez mais o número de eventos por ano.

Rodrigo Rossoni – Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF)

A capital catarinense conta com a Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF), há quase 105 anos. Durante todo este tempo, sempre teve como principal propósito representar e integrar a classe empresarial na cidade. Rodrigo Rossoni, diretor da ACIF, alega que o compromisso para a próxima década é fazer pulsar e prosperar Florianópolis, o que significa trabalhar em favor de um ambiente de negócios com segurança jurídica, amigável aos empreendedores e investidores. “Queremos permitir que nossos associados aumentem sua competitividade, apoiando desde quem quer começar uma nova empresa até aqueles que querem crescer e se consolidar”, declara o diretor. 

Para que a cidade de Florianópolis prospere como um todo, Rodrigo reitera a necessidade do desenvolvimento econômico sustentável que, segundo ele, gera, obrigatoriamente, ganhos à sociedade, uma vez que as pessoas obtêm vidas dignas e são protagonistas de suas histórias. “Aspectos que envolvem as leis que regem as atividades econômicas, as obras de infraestrutura da cidade e a promoção do ecossistema de inovação, em toda a sua amplitude, também influenciarão na maneira como lidaremos com os desafios que podem vir”, assegurou.

Rodrigo Rossoni garante que a ACIF vai atuar  cada vez mais na integração dos setores, especialmente os motores da economia da capital, como a tecnologia, o turismo, o varejo, a saúde e o bem-estar. Ele afirma que a associação vai defender a liberdade econômica com valentia, além de oferecer um inovador programa de formação de lideranças para que nosso legado seja perpetuado por meio do associativismo. 

Aroldo Carvalho Cruz Lima – P12

Florianópolis dispõe de diversos parques e centros de lazer e entretenimento, bares, casas noturnas e muitos outros locais para curtir o tempo livre e se divertir. Aroldo Carvalho Cruz Lima, um dos proprietários do beach club P12, afirma que vem acompanhando o crescimento do município de Florianópolis e as necessidades que a cidade ainda possui. “Há estudos em andamento para novos locais de entretenimento em Florianópolis. Na prática, ainda há muito a ser percorrido. Esperamos poder contribuir com a cidade nesta criação e auxílio para potencializar este viés empresarial e de turismo”, certificou. 

P12 – Florianópolis – Foto: Divulgação

A capital do estado sempre foi o maior palco de grandes atrações artísticas e da música nacional e internacional de Santa Catarina. Para a próxima década, o proprietário do P12 garante que este cenário, com certeza, vai continuar. “Florianópolis é um destino fácil, atrativo por suas belezas e também seguro comparado a outras regiões do Brasil. Acredito que com os novos equipamentos que estão sendo planejados, conseguiremos ter uma maior diversidade de eventos”, sinalizou. Aroldo conta que os melhores shows nacionais já estão no nosso circuito.

Além disso, o empresário acredita que Florianópolis irá crescer muito nos próximos dez anos. Ele revela que o entretenimento fomentará de forma significativa o turismo da cidade. “Buscaremos sempre uma maior participação também em eventos esportivos. E, de forma proativa, a melhora de shows e eventos de música eletrônica, com também congressos nacionais e internacionais”, garantiu. Para ele, são estes eventos que irão movimentar toda cadeia produtiva com turismo o ano inteiro, gerando empregos, recolhimento de impostos, passagens, hospedagens, translados, projetando cada vez mais a ilha no cenário brasileiro e internacional.

Ezio Librizzi – Macarronada Italiana

Florianópolis, em 2014, foi a primeira cidade do país a conquistar o título de Cidade Unesco da Gastronomia pelas Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).  Para o proprietário da famosa Macarronada Italiana, presente na cidade há mais de anos, o motivo da honraria se deve pela grande quantidade e qualidade dos restaurantes da cidade, principalmente de frutos do mar. Ezio Librizzi ainda acrescenta que a gastronomia de Florianópolis vem crescendo e tende a crescer cada vez mais na próxima década. “Hoje, os turistas usam da gastronomia para definir qual destinos na cidade vão visitar”, ressaltou. 

Macarronada Italiana – Foto: Divulgação

Mas não é só de frutos do mar que vive a gastronomia de Florianópolis. A cidade dispõe de grandes restaurantes com comida tradicional de outros países e culturas. “Depois de experimentar a comida regional, a maioria quer matar a vontade de comer aquilo que mais faz parte da sua preparação familiar, tradicional”, contou o proprietário.

Macarronada Italiana – Foto: Divulgação

Pensando na expansão do segmento gastronômico, Ezio sustenta que na medida que cresce a população, a cidade de Florianópolis vai se tornando referência. “Muitas pessoas escolhem a capital do estado para morar e, assim, o número de habitantes no município aumenta também o número de consumidores”, constatou. Para o proprietário da Macarronada Italiana, outro fator também é o alto número de consumidores que estão preferindo fazer suas refeições fora de casa.