‘Foi aterrorizante’, diz sobrevivente de furacão nas Bahamas

Depois de enfrentar o pior furacão já registrado, as Bahamas tentam se reerguer. Pelas redes sociais, Danika Dames contou ao R7 que a água está baixando e as pessoas estão sendo resgatadas, mas que a situação no arquipélago ainda é difícil.

Furacão Dorian causa estragos e destruição após passagem por Bahamas – Reprodução/Facebook

“A energia elétrica não pode ser restaurada antes dos eletricistas conferirem tudo, e estamos sem água também. Está difícil, mas a comunidade está se ajudando”, contou.

Leia também:

Com a chegada do furacão Dorian no fim de semana, o arquipélago foi atingido por chuvas intensas e alagamentos. Casas foram tomadas pela água e algumas pessoas precisaram subir no telhado para não morrerem afogadas.

Em Freeport, onde vive, Danika diz que a água já abaixou na maior parte dos lugares, e que os moradores já conseguem sair de casa.

“Quem estava preso em casa pela água não está mais. Membros da comunidade estão resgatando algumas pessoas por barcos ou jet skis em Grand Bahamas”, informou.

Danika compartilhou um vídeo feito na tarde da quarta-feira (4), em que é possível ver as ruas e as casas secas, além dos entulhos e objetos pessoais destruídos pela passagem do furacão.

Reprodução vídeo: R7.com

Em Ábaco, a ilha mais atingida, os Estados Unidos enviaram ajuda para conseguir resgatar os moradores presos e procurar os desaparecidos. Até agora, sete mortes foram confirmadas, mas nenhuma delas em Freeport.

‘Nós nos salvamos’

Agora, Danika e o resto da população tentam se reconstruir. Depois de passar dois dias presa em casa com a água chegando na cintura, ela conta que a situação no final de semana foi traumática.

“Toda a experiência foi de partir o coração e traumática. Tudo foi aterrorizante”, conta. “As pessoas estavam chorando pedindo ajuda, algumas tem membros da família desaparecidos”, relembra.

Enquanto não conseguia sair de casa, ela conta que ela e a família fizeram “o que tinha que ser feito” para conseguirem sobreviver.

“Nós nos resgatamos”, diz. “Quebramos portas, tiramos baldes de água. Fizemos o que tinha que ser feito”, completa.

O prédio em que mora quase não foi destruído, assim como a clínica veterinária em que trabalha. Ele disse que voltou ao trabalho nesta quarta-feira (4), e que nenhum animal que estava no local morreu.

“O povo das Bahamas é forte! Nós vamos voltar ainda mais fortes e melhores do que nunca”, garante.

Mais conteúdo sobre

Tempo