Forças de segurança do Brasil e de fora trocam experiências em Canasvieiras, na Capital

Congresso Internacional de Operações de Choque teve palestras sobre segurança pública e abordou temas como táticas, tecnologias, inteligência, planejamento

Os diferentes sotaques e idiomas falaram a mesma língua no 1º Congresso Internacional de Operações de Choque, que terminou nesta quarta-feira (12) no Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira, em Canasvieiras, no Norte da Ilha. Mais de 1 mil pessoas, na maioria agentes de forças policiais das cinco regiões do país, puderam acompanhar 12 palestras sobre segurança pública, abordando temas como táticas, tecnologias, inteligência, planejamento, combate ao crime organizado e experiências internacionais no controle de distúrbios civis.

Para Maurício Silveira (à esq.), a missão foi cumprida no 1º Congresso de Operações de Choque - Flávio Tin/ND
Para Maurício Silveira (à esq.), a missão foi cumprida no 1º Congresso de Operações de Choque – Flávio Tin/ND

Para o comandante do Grupamento de Policiamento de Choque da Polícia Militar de Santa Catarina, tenente-coronel Maurício Silveira, “a missão foi cumprida”. “Nosso foco era trazer empresas com tecnologia, material, informações e novidades, além de palestrantes diferenciados. Creio que foi possível tirar muitas lições de cada experiência vivida nestes três dias”, disse.

Em quatro meses, a organização articulou o apoio de 24 empresas do setor de segurança pública e reuniu palestrantes de corporações de outros Estados e das polícias da Argentina, Chile, Portugal e França. O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) cogitou a presença no evento. “Ele tem muito crédito. Havia a expectativa da presença dele, fizemos vários contatos, mas não foi possível conciliar agenda. A gente entende que é um período de transição, de formação de governo, e daremos todo apoio a partir de 1º de janeiro”, afirmou Silveira.

Na visão do tenente-coronel, o próprio Congresso é um gesto de suporte ao novo presidente, pois possibilitou a construção de uma doutrina comum nas práticas policiais brasileiras. “O Brasil tem realidades regionais distintas e nós precisamos conhecer como os policiais do Pará trabalham, quais as técnicas usadas em São Paulo. Esse compartilhamento de ideias e soluções é que reduzem as diferenças para que falemos a mesma língua”, disse.

Novas missões forçam a adaptação policial

Longe dos protestos dos coletes amarelos na França, motivados por uma insatisfação geral contra medidas do presidente Emmanuel Macron, o oficial de ligação da força policial francês Filipe Joaquim foi um dos destaques do terceiro e último dia de palestras do 1º Congresso Internacional de Operações de Choque. Estabelecido em Brasília há cerca de um ano, Joaquim avalia que as novas formas de protesto, sem lideranças definidas e mobilizadas pelas redes sociais, é um campo fértil para a evolução das polícias. “É o retorno da experiência em missões novas que eleva nossa capacidade de se adaptar. O adversário usa uma técnica nova, com os coletes, você busca uma resposta, que pode ser operacional, judicial ou administrativa para coibir a continuação do distúrbio da ordem”, disse.

Na mesma linha, o tenente-coronel da Força Nacional portuguesa Jorge Manoel Lobato Barradas destacou que os comandos precisam capacitar os soldados na tomada de decisão rápida, otimizando a hierarquia. “Em Portugal, por exemplo, estamos preparando nossos policiais de frente na produção e publicação de conteúdo audiovisual nas redes, mostrando assim nossa visão sobre a operação policial”, contou.

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