Fortes ondas causam estragos em calçamento e posto guarda-vidas no Sul da Ilha

Atualizado

A força das ondas destruiu, na madrugada desta segunda-feira (3), um posto guarda-vidas na praia da Armação, em Florianópolis. Uma parte do calçamento de pedras já havia sido danificada neste domingo (2), devido ao avanço do mar. Alagamentos também foram registrados na região, como na rua Noboru Oda, no centrinho da Armação.

Posto guarda-vidas ficou destruído após o avanço do mar – Corpo de Bombeiros/Divulgação/ND

Segundo o Corpo de Bombeiros, o posto, que é feito de madeira, já apresentava sinais de que poderia cair. Durante a madrugada, a guarnição foi acionada para retirar materiais e objetos utilizados pelos guarda-vidas de dentro do posto. Na manhã desta segunda, os bombeiros retornaram ao local para retirar os escombros e devem se responsabilizar por montar nova estrutura para o próximo verão.

A Defesa Civil esteve no local na tarde desta segunda-feira (03). As pedras que soltaram do enrocamento e as lajotas que deslocaram do calçadão serão repostas assim que as condições climáticas e marítimas melhorarem. Alguns deslizamentos ocorreram em terrenos particulares, mas nada que atrapalhe a mobilidade no bairro ou apresente risco.

Força das ondas destruiu parte do calçamento na praia da Armação, em Florianópolis – Andrea da Luz/ND

Tempo instável até agosto

Os próximos três meses terão chuvas acima da média em todo o Estado. Após registrar o período mais chuvoso dos últimos 25 anos em maio, o clima instável deve permanecer até agosto, afirmam os meteorologistas. Por conta do fenômeno El Niño, haverá aumento da nebulosidade e as chuvas serão mais frequentes. Índices mais altos devem ser registrados na região Oeste.

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Com recorde nos índices pluviométricos, o mês de maio registrou aumento das chuvas principalmente no Oeste do Estado. A região, que normalmente mantém o nível de 120 à 160 milímetros de chuva, registrou 300 milímetros no último mês. Na Grande Florianópolis, que costuma atingir 80 milímetros, foram registrados 210, com picos de 236 milímetros em Rancho Queimado.

Mesmo sendo uma das regiões menos atingidas pelas chuvas, o Litoral Sul sofreu com um índice cerca de quatro vezes maior que a média, de 80 milímetros. Alguns municípios, inclusive, decretaram situação de alerta e emergência. Na manhã desta segunda-feira (3), o clima segue instável e há chuva nas áreas litorâneas.

Alagamento registrado na rua Noboru Oda, no centrinho da Armação – Andrea da Luz/ND

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