França entra em alerta contra um possível serial killer

Nova morte pode ser o quarto ataque do suposto assassino em série, que usa sempre a mesma arma e só ataca entre 16h e 18h

R7/ND

Polícia já está no encalço do assassino, que atua desde novembro

Um assassinato cometido em Paris aumentou os temores da polícia de que um assassino em série esteja agindo na capital francesa, informaram sábado autoridades parisienses. O crime guarda semelhanças com outros três casos ocorridos nos arredores de Paris desde novembro do ano passado que, segundo a polícia, podem ser obra do mesmo autor.

Após a última morte, o ministro do Interior da França, Claude Gueánt, veio a público e declarou, em entrevista à rádio Europe 1, temer que um “serial killer” esteja por trás dos crimes. Gueant disse que as autoridades estão fazendo todo o possível para encontrar o autor das mortes.

Segundo a polícia, todos os crimes foram cometidos com a mesma arma e, em todos eles, o assassino fugiu em uma motocicleta.

Vítimas

A vítima mais recente é uma viúva de 47 anos de idade, de origem argelina, que foi morta a tiros no sul de Paris. As outras vítimas são um assistente de laboratório de 35 anos, morto em 27 de novembro, seu vizinho, de 52 anos, morto em 22 de fevereiro, e um homem de 81 anos morto em 19 de março.

Segundo a procuradora Marie-Suzanne Le Queau, todas as mortes ocorreram entre 16h e 18h (horário local). Nas últimas três mortes, as vítimas foram assassinadas com tiros na cabeça.

De acordo com Le Queau, a polícia está tentando determinar se há ligação entre as vítimas e se os crimes podem ter sido cometidos por mais de uma pessoa.

Ataques

Um homem já havia se entregado à polícia dizendo ser o autor da primeira morte. No entanto, ele posteriormente retirou sua confissão. Além disso, as outras mortes ocorreram enquanto ele estava sob custódia.

As suspeitas de que um assassino em série esteja agindo na França vêm à tona menos de um mês depois de uma série de ataques perpetrados pelo francês de origem argelina Mohamed Merah nos arredores de Toulouse.

Ele foi morto pela polícia no mês passado, depois de matar sete pessoas, entre elas três crianças, em três ataques. Após os ataques, as autoridades francesas realizaram uma série de operações antiterrorismo para identificar e prender suspeitos de extremismo islâmico.

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