Servidores do pronto-socorro do Hospital São José trabalharam normalmente nesta sexta-feira

Com superlotação e aparelhos de ar-condicionado quebrados, funcionários planejavam não trabalhas nesta sexta-feira

Depois de uma semana tumultuada na área da Saúde em Joinville, a ameaça de paralisação dos funcionários do Hospital Municipal São José não foi à diante. Os servidores do pronto-Socorro anunciaram no decorrer da semana que pretendiam não trabalhar nesta sexta-feira (29), porque há mais de uma semana a unidade estava superlotada e dois aparelhos de ar-condicionado não estavam funcionando direito. De acordo com comunicado no site do Sinsej (Sindicato dos Servidores Públicos), os servidores só foram trabalhar porque a Prefeitura começou a regularizar a situação.

De acordo com a assessoria do hospital, os aparelhos de refrigeração foram consertados entre quarta e quinta-feira e algumas medidas tomadas amenizaram os problemas de superlotação. “Pacientes estão sendo encaminhados aos hospitais de retaguarda; cirurgias dos pacientes do pronto-socorro estão sendo agilizadas com os médicos; o serviço de atendimento domiciliar da Secretaria da Saúde também passará a atender os pacientes do HMSJ, acelerando a desospitalização; pessoas com possibilidade de aguardar cirurgias em casa estão sendo avaliadas e liberadas; nos próximos dias haverá um aumento na oferta de leitos com a conclusão de obras de melhorias na antiga UTI e na ala JS”,diz a nota.

A assessoria ainda ressaltou que neste início de 2016 houve um aumento de 30% na procura pelos serviços de saúde pública municipal de Joinville, em decorrência da crise econômica, com muitos trabalhadores perdendo os planos privados, aumentando a demanda do hospital público consideravelmente.

Além dos problemas no HMSJ, o Sinsej cobrou da Prefeitura mudanças no trabalho com os ACSs (Agentes Comunitários de Saúde de Joinville). Em reunião com o sindicato, eles relataram prática de desvio de função. Os ACSs estariam recolhendo lixo e materiais em residências na Campanha da Dengue do Município. “Isso é claramente desvio de função, pois ao ACS cabe a orientação, não coleta de entulho e manutenção”, disse Ulrich Beathalter, presidente do Sinsej.  

Um ofício foi entregue à Secretaria da Saúde informando essas situações e solicitando uma audiência. Os ACSs reúnem-se novamente no dia 10 de fevereiro, às 19h, no Sinsej, para avaliar as respostas e encaminhamentos da secretaria.

Divida com o Ipreville

O departamento jurídico do Sinsej (Sindicato dos Servidores Públicos) divulgou que vai à Justiça requerer a anulação do parcelamento da dívida que a Prefeitura tem com o Ipreville (Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos do Município de Joinville). Atualizado, o valor referente à cota patronal é de quase R$ 45 milhões.

Para o Sinsej, o parcelamento da dívida é um desrespeito com os servidores. O presidente do sindicato, Ulrich Beathalter, pontua que com a diferença do valor atualizado, a Prefeitura poderia investir em saúde e educação. “O prefeito penaliza enormemente a capacidade de investimento e o atendimento das necessidades da população”, disse Beathalter.

De acordo com o Ipreville, a parcelamento é legal e aceitável. “A legislação permite que o parcelamento seja feito, desde que o valor seja corrigido. O ideal seria pagar em dia, mas se o retorno do dinheiro acontece isso é perfeitamente legal, é perfeitamente possível”, alegou Marcia Alacon, presidente do Ipreville.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Joinville e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Notícias

Loading...