Funcionários dos correios aderem a greve nacional em Joinville

Atualizado

Cerca de 50 funcionários aderiram à greve dos correios na manhã desta quinta-feira (12) em Joinville, no Norte do Estado. Os grevistas se reuniram em frente a agência da Rua Princesa Izabel, no Centro do município.

Grevistas estão reunidos em frente a agência dos correios no centro do município – Jonathan Rocha/RICTV

Segundo informações do dirigente do sindicato da categoria, Jairo Schiestl, 90% dos participantes são funcionários do setor de encomendas. Serviços de entregas de cartas e atendimentos em agências continuam funcionando, porém com efetivo reduzido.

Os grevistas reivindicam melhores salários e condições de trabalho. Os funcionários também se opõem aos cortes de benefícios propostos pelo Governo Federal e ao plano de privatização da estatal, anunciada em agosto.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), no país, todos os 36 sindicatos de trabalhadores dos Correios aderiram à greve por tempo indeterminado.

Cerca de 50 funcionários aderiram a greve na cidade – Jairo Schiestl

Correios entram com dissídio coletivo no TST

Os correios entraram nessa quarta-feira (11), com um dissídio coletivo no TST (Tribunal Superior do Trabalho), a fim de criar uma solução que não comprometa ainda mais a situação financeira da estatal. O pedido será avaliado pela corte, em sessão ainda a ser agendada.

Além disso, de acordo com os Correios, um plano de saneamento financeiro já está sendo executado para garantir a competitividade e sustentabilidade.

“Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nas quais foram apresentadas a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, apresentaram reivindicações que superam até mesmo o faturamento anual da empresa”, explica a nota.

A empresa também afirma que já colocou em prática um  Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos da paralisação. As medidas contam com o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões.

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