Fundema apresentações orientações à Conurb para salvar as palmeiras

Técnicos descartam a ocorrência de raios e apontam fungos e bacterias como causadores da morte de uma das árvores da Rua das Palmeiras

Rogerio da Silva

Palmeira morta era a mais nova da rua e deverá ser removida e substituída

Em seu tronco jovem e retilíneo, alto, não havia marca de queimaduras ou rachaduras. Daí a conclusão do corpo técnico da Fundema (Fundação Municipal do Meio Ambiente) de que uma das palmeiras imperiais da Rua das Palmeiras não morreu vítima de um raio, como se suspeitava. A causa mais provável para seu desfalecimento prematuro – ela tinha apenas dez anos – aponta que a árvore teria sofrido um ataque de agentes patógenos, como fungos ou bactérias.
A morte ocorreu há meses, mas somente no dia 30 de março, quando foi realizada a vistoria técnica, foi confirmada. No relatório, engenheiros florestais constataram que a árvore não foi atingida por raio, uma vez que não foram detectadas queimaduras ou rachaduras no caule. “O mais provável é que tenha sido atacada por fungo de solo, o que causou exsudação (perda de seiva na casca ou no tronco), apodrecimento e morte das folhas jovens do ponteiro”, diz o laudo.
A árvore era uma das caçulas da rua. Ela brotou em 2002, quando se previu uma substituição natural das demais palmeiras, plantadas no fim do século 19 e que têm expectativa de 150 anos de vida.
Morta há meses, a árvore deverá ser removida e substituída, conforme uma das seis orientações dos engenheiros florestais da Fundema, entregues na quarta-feira (4) à Conurb (Companhia de Urbanização de Joinville), que é responsável pelo mais famoso cartão-postal da cidade.
As demais recomendações sugerem que seja paralisado o corte das raízes nas outras árvores da rua, o que pode ter ocorrido em função das obras de revitalização em franco andamento no local, inclusive com escavações arqueológicas. A Fundema também sugere a recomposição da terra onde estão as raízes, bem como seja realizada adubações periódicas. O projeto paisagístico da Rua das Palmeiras também deve ser adequado à presença radicular.
As orientações finais indicam a necessidade de acompanhamento da evolução de toda a situação ali verificada e que sejam avaliados os sintomas detectados nas plantas. Conforme a engenheira sanitarista Marta Beatriz Macarini, gerente da Unidade de Controle e Qualidade Ambiental, “por conta da palmeira que morreu, cuja morte poderia ter sido causada por elemento patógeno (fungo ou bactéria), algumas palmeiras poderiam estar na mesma situação.”
Marta Beatriz indica que existe o risco de morte que atingiu a jovem palmeira se estenda às elegantes “senhoras” da rua.

Palmeiras da avenida JK

O risco de contaminação por fungos também não é descartado na avenida Juscelino Kubistchek, principalmente nas proximidades da passarela da avenida. Algumas folhas das árvores já secaram e caíram sobre o asfalto.
Os mesmos engenheiros florestais da Fundema estiveram no local, mas ainda não há avaliação conclusiva. O parecer deve ser divulgado na próxima semana.

Rogerio da Silva

Palmeiras da avenida JK também podem estar contaminadas por fungos

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