Operação prende grupo suspeito de sonegar R$ 70 milhões em impostos

Atualizado

Ao menos 10 pessoas foram detidas temporariamente suspeitas de sonegar cerca de R$ 70 milhões em impostos no processo de venda de bebidas quentes. A operação, deflagrada na manhã de quinta-feira (11), pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpriu também 27 mandados de busca e apreensão na Grande Florianópolis, Brasília e em quatro cidades de Goiás.

Nas diligências, os agentes também prenderam, em Palhoça, uma pessoa em flagrante com duas armas de fogo, cheques e mais de R$ 200 mil em espécie. No local da captura também foram apreendidas mercadorias.

Gaeco apreende dinheiro e armas em galpão de Palhoça – Gaeco/Divulgação

Segundo a força-tarefa, a operação já dura 12 meses e busca desarticular o grupo criminoso especializado no comércio de bebidas sem o recolhimento de tributos estaduais e federais. De acordo com o Promotor de Justiça Alexandre Reynaldo Graziotin, a ação investiga também a existência de crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, falsidade e associação criminosa.

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Nas as investigações o Gaeco apurou que os envolvidos usavam vários artifícios para não pagar imposto, além de ocultar patrimônio e se esquivar das ações judiciais, por meio do uso de empresas de fachada, e de “laranjas”, esses como administradores.

As notas fiscais mostravam que as mercadorias eram fabricadas no Meio-Oeste do Brasil, vendidas para empresas de fachada na cidade de Goiás e revendidas para outras do mesmo tipo em SC. No entanto, as bebidas chegavam diretamente a uma distribuidora localizada em Palhoça.

Como Goiás retirou o regime de Substituição Tributária, o imposto de circulação das mercadorias não eram recolhidos no momento da venda. Com isso, os impostos não chegavam aos cofres do Estado. 

“Quando a mercadoria chegava neste distribuidor, nada de ter o imposto estadual e também o federal”, disse o Diretor de Administração Tributária da Secretaria Estadual da Fazenda, Rogério Mello Macedo da Silva.

Mercadorias também foram apreendidas no Galpão em Palhoça – Gaeco/Divulgação

Segundo o MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina), o nome da Operação Triângulo das Bebidas foi atribuído em referência à falsa destinação de notas fiscais para empresas de fachada. Além do Gaeco catarinense, a operação teve apoio do Instituto Geral de Perícias (IGP) e dos Gaecos do Distrito Federal e Goiás.

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