Golpe do esquema de pirâmide que lucrou R$ 1 bilhão faz novas vítimas

Atualizado

O programa Domingo Espetacular, da Record TV, denunciou com exclusividade um esquema de pirâmide que enganou, segundo o Ministério Público, 45 mil pessoas e lucrou R$ 1 bilhão. O suspeito de articular o golpe está desaparecido.

Golpe com esquema de pirâmide durou dois anos e oferecia lucros muito acima do mercado – Foto: divulgação, ND

O golpe bilionário, que durou dois anos, teria como líder Nivaldo Gonzaga dos Santos, que atuaria junto com o enteado, Gabriel Barbosa. Nesta segunda-feira (18) novas vítimas procuraram o Jornal da Record. Uma das vítimas perdeu R$ 26 mil, dinheiro de três anos de economias.

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A empresa dizia vender pacotes de investimentos, mas era, na verdade, um esquema de pirâmide. Além dos pacotes, também oferecia investimentos em moeda digital, as criptomoedas, ainda não regulamentadas no país. Os lucros prometidos ficavam entre 5% e 15% ao mês – muito acima do mercado.

Um casal de clientes tenta recuperar R$ 64 mil investidos em bitcoins na Genbit. O marido realizou três aportes, entre junho e agosto, em um total de R$ 37,4 mil. A mulher dele, R$ 26 mil de uma só vez. A empresa de Nivaldo prometia rendimento de quase R$ 95 mil aos clientes, ou seja, um lucro de 48% em três anos.

Até agora a Justiça não encontrou bens ou valores em nome dos suspeitos.

A empresa é investigada pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, estelionato, formação de organização criminosa e crime contra o sistema financeiro. O Ministério Público também está no caso e pede a quebra dos sigilos bancários e fiscal para tentar rastrear o dinheiro.

O promotor Eronides Aparecido Rodrigues dos Santos destaca que Nivaldo “é capaz de identificar os pontos fracos de sua vítima”. “Ele lida com o sonho, com a figura imaginária que cada um tem de riqueza e de conforto para si e sua família.”

O advogado de Nivaldo nega o esquema de pirâmide e diz que todos os clientes receberam pagamentos em moedas virtuais.

“O que é que nós temos para dar pra constrição, para penhora? Títulos digitais”, diz Rainaldo Oliveira. “É isso que a empresa negocia. Então, esses ativos digitais estão disponíveis para a Justiça a qualquer tempo como demonstração inequívoca de que a empresa não buscou prejudicar ou criar uma estrutura fraudulenta dolosa contra seus clientes.”

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