Golpe no SUS: Operação da PF mira fraude de verbas destinadas a próteses cardíacas

Atualizado

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (24), em Chapecó, no Oeste catarinense, a Operação Arritmia. Com mandados judiciais em Florianópolis e Xanxerê, as ações investigam um suposto grupo criminoso organizado que teria fraudado verbas do SUS (Sistema Único de Saúde) destinadas à aquisição de próteses cardíacas.

Um dos envolvidos, conforme a PF, teria recebido mais de R$ 4 milhões irregularmente. Até as 09h30, R$19 mil haviam sido apreendidos na casa de um investigado em Xanxerê.

Operação Arritmia da PF investiga grupo criminoso organizado para fraudar os cofres públicos mediante a utilização de verbas do SUS – Arquivo/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão em um hospital, consultórios médicos, empresas envolvidas e na casa dos investigados, sendo sete mandados em Xanxerê e dois em Florianópolis, com a participação de 46 policiais federais e o apoio de cinco servidores da Controladoria Geral da União.

As investigações, segundo a PF, constataram que o médico responsável por escolher as empresas fornecedoras das próteses cardíacas teria recebido irregularmente mais de R$ 4,2 milhões entre 2014 e 2019. Até as 09h30, R$19 mil haviam sido apreendidos na casa de um investigado em Xanxerê.

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A apuração policial aponta, ainda, indícios de que os fornecedores das próteses eram escolhidos por médico e diretores do hospital de acordo com os benefícios pessoais proporcionados, que consistiam, além do recebimento de valores em dinheiro, no patrocínio de viagens e/ou formalização de contratos fictícios de prestação de serviços de consultoria, utilizados para dissimular os pagamentos ilícitos.

R$19 mil foram apreendidos na casa de um investigado em Xanxerê – PF/Divulgação/ND

A PF informou que há, ainda, indícios de que a fila de cirurgias do SUS estaria sendo fraudada pelos envolvidos.

Nos autos do inquérito policial instaurado para investigar os fatos, os envolvidos poderão ser indiciados pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros delitos eventualmente identificados.

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