Google e Microsoft negam pedido do Ministério Público de derrubar sites que vendem dados

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Google e a Microsoft negaram pedido do MPDFT (Ministério Público Federal do Distrito Federal  e Territórios) para derrubar de seus buscadores um site “Tudo sobre todos”, que, de acordo com a Procuradoria, vende dados de brasileiros. O Yahoo do Brasil atendeu ao pedido e retirou as menções de seus resultados de busca.

Uma maneira de confirmar a veracidade de uma imagem é procurar no Google Imagens - Reprodução/ND
Uma maneira de confirmar a veracidade de uma imagem é procurar no Google Imagens – Reprodução/ND

Em julho, a Comissão de Proteção de Dados do MPDFT abriu inquérito para investigar a página e solicitou aos principais buscadores de internet que retirassem o endereço do site dos resultados das buscas.

Em documento enviado ao Ministério Público do Distrito Federal, o Google, dono do buscador de mesmo nome, disse que após analisar solicitação com base no endereço, não identificou “violação das políticas de remoção da Pesquisa Google”.

Já a Microsoft, dona da plataforma de pesquisa Bing, disse que “o site de buscas não é o detentor da informação publicada, não tendo nenhuma ingerência sobre os provedores de conteúdo ou de informação que, efetivamente, publicam matérias, ofertas, informações etc”.

Em nota publicada no site da MPDFT, o promotor de Justiça Frederico Meinberg, coordenador da comissão, diz que a recusa da Google e da Microsoft demonstra o nível de preocupação das duas empresas com a privacidade dos dados pessoais dos brasileiros.

A reportagem solicitou posicionamento às duas empresas, mas ainda não obteve resposta.

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Google e Microsoft negam pedido do Ministério Público de derrubar sites que vendem dados

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Google e a Microsoft negaram pedido do MPDFT (Ministério Público Federal do Distrito Federal e Territórios) para derrubar de seus buscadores um site “Tudo sobre todos”, que, de acordo com a Procuradoria, vende dados de brasileiros. O Yahoo do Brasil atendeu ao pedido e retirou as menções de seus resultados de busca.

Em julho, a Comissão de Proteção de Dados do MPDFT abriu inquérito para investigar a página e solicitou aos principais buscadores de internet que retirassem o endereço do site dos resultados das buscas.

Em documento enviado ao Ministério Público do Distrito Federal, o Google, dono do buscador de mesmo nome, disse que após analisar solicitação com base no endereço, não identificou “violação das políticas de remoção da Pesquisa Google”.

Já a Microsoft, dona da plataforma de pesquisa Bing, disse que “o site de buscas não é o detentor da informação publicada, não tendo nenhuma ingerência sobre os provedores de conteúdo ou de informação que, efetivamente, publicam matérias, ofertas, informações etc”.

Em nota publicada no site da MPDFT, o promotor de Justiça Frederico Meinberg, coordenador da comissão, diz que a recusa da Google e da Microsoft demonstra o nível de preocupação das duas empresas com a privacidade dos dados pessoais dos brasileiros.

Em nota, a Microsoft explicou que analisa e avalia “as solicitações de remoção de acesso a determinadas páginas indexadas” e define se deve remover o acesso ao conteúdo “de acordo com nossas políticas e leis locais”. A reportagem solicitou posicionamento ao Google, mas ainda não obteve resposta.

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