Governador de SC chama liberação de “plano do convívio seguro com o coronavírus”

Atualizado

A liberação parcial de algumas atividades econômicas em Santa Catarina a partir da próxima semana foi o tema da entrevista do governador Carlos Moisés ao programa Expresso CNN, na noite desta sexta-feira (27). Ele chamou o pacote de medidas de “plano do convívio seguro com o coronavírus”.

“Me parece controverso, num primeiro momento, nós liberarmos algumas atividades e não liberarmos o transporte coletivo”, disse, logo no início da entrevista.

Governador deu entrevista à rede CNN Brasil e falou sobre a situação em SC com o coronavírus – Foto: Reprodução/ND

Sobre a forma que as pessoas lidarão com as obrigações laborais sem o serviço de ônibus, respondeu que “as pessoas precisarão ser criativas”, argumentou, citando caronas solidárias como uma das opções. Reuniões públicas, como cultos, missas, cinemas e shows, também continuam proibidas.

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Sobre o pacote de medidas anunciadas no dia anterior, Moisés disse que não se trata de um plano de retomada das atividades econômicas, como havia anunciado, mas “um plano do convívio seguro com o coronavírus”.

Isso porque, segundo ele, é impossível o isolamento social, embora reconheça que seja uma das melhores ferramentas disponíveis na estratégia de evitar a propagação do coronavírus.

Algumas atividades do setor financeiro estarão liberadas para os que delas necessitam, segundo o governador. No entanto, ele reforçou a necessidade de dar preferência aos atendimentos virtuais como a recomendação oficial.

Ao ser questionado sobre a liberação para profissionais liberais e atividades que geram grande fluxo de pessoas, o que pode expor a faixa mais vulnerável do Estado à contaminação pelo coronavírus, Moisés justificou que essas pessoas já estavam trabalhando e que há uma necessidade das pessoas que os contratam para que os serviços continuem a ser prestados.

#SCNãoQuerMorrer repercute

A reação popular, ilustrada pela #SCNãoQuerMorrer ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter após o anúncio feito pelo governador Carlos Moisés. A manifestação também foi citada na entrevista. Ele justificou a necessidade, falando dos números e que a contaminação é praticamente impossível de ser contida.

“A prioridade é a vida do cidadão. Em segundo, precisamos movimentar algumas cadeias [produtivas], algumas áreas. Da mesma forma que as pessoas saem de casa para comprar alimentos, elas vão poder ter acesso a alguns bens e serviços com segurança”, declarou.

“Não houve uma liberação total”, afirmou, de forma categórica, e citou o transporte coletivo, que completará 15 dias sem funcionar (“e deve continuar sem funcionar”, frisou). Ele declarou que a aglomeração de pessoas nos ônibus é uma das formas que leva ao contágio em massa rapidamente.

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