Governo assina contrato de restauração da ponte Hercílio Luz na quinta-feira

Após dar início à instalação da quinta e última treliça que integra a estrutura de sustentação da ponte Hercílio Luz, o governo do Estado anunciou que uma reunião na quinta-feira (10) selará a assinatura de contrato com Empa, empresa que faz parte do grupo português Teixeira Duarte, para a última etapa da obra: a restauração. No encontro será detalhado o cronograma e a divisão dos valores da etapa final, ao custo de R$ 260 milhões em contrato com dispensa de licitação. Na fase de estabilização da ponte, que está perto de terminar, a Empa foi contratada por R$ 22 milhões, também de forma emergencial com dispensa e inexigibilidade de licitação.

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NDTV Record SC

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Governo assina contrato de restauração da ponte Hercílio Luz na quinta-feira

Obra está orçada em R$ 260 milhões

Após dar início à instalação da quinta e última treliça que integra a estrutura de sustentação da ponte Hercílio Luz, o governo do Estado anunciou que uma reunião na quinta-feira (10) selará a assinatura de contrato com Empa, empresa que faz parte do grupo português Teixeira Duarte, para a última etapa da obra: a restauração. No encontro será detalhado o cronograma e a divisão dos valores da etapa final, ao custo de R$ 260 milhões em contrato com dispensa de licitação. Na fase de estabilização da ponte, que está perto de terminar, a Empa foi contratada por R$ 22 milhões, também de forma emergencial com dispensa e inexigibilidade de licitação.

Eduardo Valente/ND

Segundo o Deinfra, terminada a treliça serão instaladas seis gruas para apoiar as torres

Com as cinco treliças erguidas entre as quatro torres de sustentação, fica completa a estrutura que sustentará a ponte para o trabalho de restauração. A instalação da quinta treliça será concluída nos próximos dias.

O presidente do Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura), Wanderley Agostini, lembra que o trabalho está sendo finalizado um mês antes do prazo previsto, que era abril deste ano.

A primeira treliça foi erguida em dezembro de 2015, a segunda em janeiro deste ano, a terceira e a quarta em fevereiro e agora está sendo erguida a última.

“Nesta semana serão concluídos todos os trabalhos desta etapa, mostrando a capacidade que a empresa Empa tem”, destacou.

O contrato a ser assinado na quinta prevê a permanência da Empa na execução dos trabalhos, assumindo também a obra de restauração. Antes dessa fase, ainda serão instaladas gruas que servirão de sustentação às seis torres da estrutura.

“Terminada a treliça, serão instaladas seis gruas, que sustentarão as seis torres da ponte, inclusive com estaqueamento no fundo do mar, para ajudar a apoiar as torres e evitar o risco que elas possam pender”, acrescentou o presidente do Deinfra.

A partir da conclusão da etapa conhecida como “ponte segura”, imediatamente a Empa dará início à próxima etapa. “Será ato contínuo, a empresa é a mesma, está no canteiro de obras e seguirá no seu ritmo”, pontuou.

Investimento deve vir de financiamentos do BNDES e Banco do Brasil

O investimento da obra será todo do governo do Estado, por meio de financiamentos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e ao Banco do Brasil.

Do BNDES, o governo já dispõe de cerca de R$ 30 milhões em caixa e cerca de R$ 100 milhões alocados para a empreitada. Outros R$ 6 milhões oriundos da Lei Rouanet também estão na conta do Estado.

O restante, de acordo com o Deinfra, deve vir de financiamento do Banco do Brasil, por meio do remanejamento de outros contratos já efetivados com o banco.

O governo trabalha a proposta de contratação direta, simultaneamente, por dispensa de licitação e por inexigibilidade de licitação, pois segundo o Estado isso garante maior segurança jurídica ao processo.

Para dispensa de licitação, explicou o secretário da Casa Civil, Nelson Serpa, a obra atende requisitos como restauração de objeto histórico e autenticidade certificada.

E para inexigibilidade de licitação, justifica-se diante da inviabilidade de competição, da natureza singular do serviço e da especialização da empresa contratada.

LINHA DO TEMPO
Da construção à restauração

1922 – Construção começa em 14 de novembro.
1924 – Morre o governador Hercílio Pedro da Luz em 20 de outubro, 12 dias depois de inaugurar simbolicamente uma réplica de madeira da ponte na praça 15 de Novembro.
1926 – A ponte é inaugurada no dia 13 de maio.
1967 – Desaba a ponte Silver Bridge de Point Pleasent, nos EUA, semelhante a Hercílio Luz; fato traz alerta aos catarinenses.
1982 – É descoberta uma trinca com cinco centímetros de abertura em um dos olhais das barras; travessia é interditada no dia 22 de janeiro. 
1988 – Em 15 de março, a ponte é reaberta somente ao tráfego de pedestres, bicicletas, motos e veículos de tração animal.
1991 – No dia 4 de julho, a ponte é fechada por completo e o piso asfáltico do vão central é retirado para aliviar o peso de 400 toneladas.
1995 – Uma vistoria do DER-SC (Departamento de Estradas de Rodagem) conclui que as barras de olhais “apresentam grau de instabilidade e possibilidade de causar queda abrupta da ponte”.
1997- Em 13 de maio, o governador Paulo Afonso Vieira homologa o tombamento da ponte como patrimônio histórico estadual.
1998 – A ponte é tombada como patrimônio histórico nacional.
2004 – O governador Luiz Henrique da Silveira contrata engenheiros para desenvolver o projeto de recuperação.
2005 – No dia 15 de dezembro, Deinfra abre edital de concorrência internacional, no qual o consórcio formado pelas empresas Roca e TEC foi vencedor.
2006 – Em 17 de fevereiro começa a execução do contrato com o consórcio, no valor de R$ 20,9 milhões. O prazo para entrega das obras é definido para 2010.
2008 – Construtora Espaço Aberto assume as obras.
2009 – É pedido extensão de dois anos do prazo para a entrega da ponte.
2011 – Estaqueamento é paralisado pela morte de um mergulhador.
2012 – Previsão de conclusão da restauração em maio é frustrada e a entrega da obra é adiada por mais dois anos.
2013 – Início da fase mais crítica da restauração. Uma treliça de 22 toneladas, que suspenderá o vão central, começa a ser montada. Previsão da conclusão da obra é para dezembro de 2014.
2014 – Em junho, muda o prazo de entrega da ponte. No dia 19 de agosto, o contrato entre governo e a construtora é rescindido.
Fevereiro/2015 – A Empa Serviços de Engenharia é contratada com dispensa de licitação para a reforma emergencial das estruturas de sustentação, orçada em R$ 10,2 milhões. Governador viaja aos EUA para convidar a American Bridge para restaurar a ponte.
Abril – Técnicos da American Bridge vistoriam a ponte e pedem 60 dias para entregar o projeto. No dia 19, é assinada a ordem de serviço da Empa para o reinício das obras emergenciais. Prazo de entrega é de 180 dias.
Maio e junho – Técnicos da American Bridge fazem mais duas vistorias. Resposta final deve sair em agosto.
Julho – As obras da Empa seguem dentro do cronograma e o avanço dos pilares demonstra que os trabalhos foram intensificados nos últimos dias.
Setembro – Proposta da American Bridge esbarra na alta do dólar.
Outubro – American Bridge desiste oficialmente de assumir a restauração. Associação Catarinense de Engenheiros pede transparência em obras da ponte.
Dezembro – As obras da chamada ponte segura, estrutura que garantirá a sustentação da ponte Hercílio Luz durante o trabalho de restauração, avançam mais uma fase. A Empa dá início à colocação das treliças da estrutura inferior que fará a ligação entre os quatro apoios e as torres principais da ponte.

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