Prédio em que turistas morreram no Chile não tinha selo de segurança de instalações de gás

Atualizado

A Superintendência de Eletricidade e Combustível (SEC) do governo chileno afirmou que o edifício em que seis turistas brasileiros morreram não possui o “selo verde”, que certifica que instalações de gás funcionam de maneira correta. As informações foram dadas pelo órgão à agência de notícias AFP, e publicada em jornais locais.

A investigação da SEC apura a origem do gás que causou a intoxicação, com foco em três equipamentos que funcionavam no local: uma caldeira, um aquecedor e um fogão.

Bombeiros descobriram altas concentrações de monóxido de carbono no apartamento – Corpo de Bombeiros de Santiago/Reprodução/Twitter

Seis pessoas, entre elas uma família catarinense, morreram nessa quarta-feira (22) após inalarem gás – possivelmente monóxido de carbono – no apartamento, localizado em Santiago. Eles estavam há quatro dias na cidade, para comemorar o aniversário de uma das vítimas, a adolescente Karoliny Nascimento de Souza, que completaria 15 anos nesta sexta-feira (24).

A plataforma de aluguéis temporários AirBnb, pelo qual a família alugou o imóvel, afirmou que são os anfitriões (locadores) que “devem se certificar que seguem as leis e regulações locais”.

Conforme o chefe da SEC, Luis Ávila, a hipótese principal é de que o acidente ocorreu por mal funcionamento de um equipamento a gás, já que fazia frio em Santiago. Naquele dia, foi registrada a temperatura mais baixa do ano, com mínima de 0ºC.

O chaveiro Luis Salas, que ajudou a abrir o apartamento, contou que a porta estava fechada e que não havia ventilação no local. “As janelas estavam fechadas. No momento de abrir, percebi muito cheiro de monóxido de carbono, que, aparentemente, era de um aquecedor a gás ou do aquecedor de água. Isso eu não vi. Só vi a sala onde eles estavam caídos”, relatou.

Corpos estão no Serviço Médico Legal

Até o início da noite desta quinta-feira (23), estavam no Serviço Médico Legal de Santiago (equivalente ao IML – Instituto Médico Legal – no Brasil) os corpos de todas as vítimas: Fabiano de Souza, de 41 anos, Débora Muniz Nascimento de Souza, 38, Karoliny Nascimento de Souza, 14, Felipe Nascimento de Souza, 13, Jonathas Nascimento Kruger, e Adriane Kruger.

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A expectativa é de que o trabalho de autópsia termine ainda nesta quinta-feira, para determinar a causa da morte das seis pessoas da mesma família.

Até o momento, são duas as linhas de investigações: a da Superintendência de Eletricidade e Combustível, e também da polícia, por meio do Departamento de Homicídios local.

Da esq. para a dir.: Karoliny, Felipe, Débora e Fabiano – Instagram/Reprodução ND

Jonathas Nascimento Kruger e Adriane Kruger em registro feito durante a viagem ao Chile – Reprodução/Instagram

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