Governo do Estado retira respiradores da Receita Federal, mas destino é incerto

Atualizado

Após ficar uma semana à disposição do governo do Estado, o primeiro lote de respiradores artificiais, com 50 equipamentos, foi retirado ontem da Receita Federal, no aeroporto Internacional Hercílio Luz, pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). A carga foi levada para o almoxarifado da SES, em São José, mas o destino dos equipamentos que poderiam salvar vidas ainda é incerto.

Caminhão baú da SES deixa o terminal de cargas da Floripa Airport. Foto: Anderson Coelho/ND

A carga foi liberada às 15h e saiu do terminal de cargas da Floripa Airport escoltado por uma viatura do Batalhão de Choque da PMSC.  Para acompanhar a liberação da carga, representantes da PGE (Procuradoria Geral do Estado) e CGE (Controladoria Geral do Estado) estiveram no local. Um caminhão baú da SES foi utilizado para realizar o transporte até o almoxarifado da SES, em São José.

De acordo com o delegado da Receita Federal, Daltro Cardozo, a mercadoria estava à disposição do Estado desde o último dia 20 de maio quando foi lavrado o auto de infração e o termo de retenção da mercadoria. “O auto de infração é sigiloso. Mas pelo tipo de mercadoria há uma autorização legal para que a entrega seja antecipada, para não perder a utilidade”, explicou Cardozo.

Segundo o delegado, o governo do Estado não buscou o lote ainda na semana passada quando foi disponibilizado, porque os equipamentos entregues não correspondem aos que foram comprados. “Aí houve uma necessidade de melhor averiguação, do destino que vai ser dado. Mesmo hoje, a mercadoria foi recebida sem saber o que será feito”, contou, adiantando que, pelo catálogo, os equipamentos são preparatórios, e não são ideais para UTI.

Mesmo sem a liberação da Receita Federal, a mercadoria já está destinada ao Estado, que poderá utilizá-los como bem entender. De acordo com a assessoria de imprensa da PGE, uma avaliação técnica será realizada para averiguar a situação do primeiro lote de equipamentos importados ao custo de R$ 33 milhões. Outros três lotes são aguardados, mas ainda não há previsão de embarque.

Notícias