Governo e agricultores discutem efeitos da estiagem na produção e bolso do consumidor

Atualizado

Uma reunião realizada na manhã desta sexta-feira (11) na Secretária da Agricultura discutiu as consequências da estiagem que atinge Santa Catarina na produção agropecuária no Estado.

Entidades do setor produtivo de SC acreditam que por enquanto estiagem não terá efeitos na produção e preço das mercadorias – Foto: Divulgação/ND

Participaram da reunião o secretário da Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Ricardo de Gouvêa; Edilene Steinwandter, presidente da Epagri; José Angelo Di Foggi, presidente da CEASA (Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina); representantes da Faesc (Federação da Agricultura e Agropecuária), Fetaesc (Federação dos Trabalhadores na Agricultura), Ocesc (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina), Fecoagro (Federação das Cooperativas Agropecuárias), Sindicarne (Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados), Casan e também técnicos da Ciram e Cepa (Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola) da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural).

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A finalidade da reunião foi colocar todas as entidades do setor produtivo de Santa Catarina a par da situação da estiagem e também mostrar o acompanhamento do que está sendo feito.

Também ficou decidido no encontro que a partir de agora, toda sexta-feira será feita uma reunião entre técnicos e as entidades para acompanhar a situação e confrontar informações.

Impacto no preço dos produtos para o consumidor

Para o presidente da Sindicarne, Jorge de Lima, apesar do período de estiagem prolongado, não haverá efeitos específicos na produção. Portanto, em um primeiro momento, também não haverá impacto nos preços e no bolso do consumidor.

Jorge de Lima também comentou que foi um consenso que não acontecerá nenhum aumento de preço em nenhuma área da produção agrícola.

“Não temos indicativo de quebra na produtividade e nem de safra. A conclusão de todos setores envolvidos na cadeia produtiva é que no momento não haverá variação de preços no mercado consumidor”, afirmou.

O setor de grãos seria menos afetado que os demais em caso de prolongamento da estiagem – Foto: Arquivo/Agência Brasil

Ivan Ramos, diretor executivo da Fecoagro, concordou que não há risco de aumento dos preços no momento.

“A produção ainda não foi impactada, atrasou um pouco o plantio por causa da estiagem mas, está dentro do período. Tem umidade na terra e se chover volta tudo ao normal. Se a situação da estiagem se agravar teremos que fazer uma nova análise”, garantiu.

O diretor da Fecoagro também explicou que uma variação nos preços dos produtos depende muito da cultura e do tipo de produção.

“Hortaliças e hortifrutigranjeiros o impacto de uma estiagem um pouco mais prolongada do que temos é imediato. Já os grãos seria um impacto a médio e longo, não chega imediatamente ao consumidor catarinense. O preço dos grãos depende da situação em outras regiões porque não é Santa Catarina que regula o mercado”.

Vem chuva por aí?

O que corrobora para a confiança do setor produtivo de que não haverá impactos nos preços, é a própria previsão da Epagri/Ciram.

Na reunião desta segunda-feira, foi apresentada uma projeção de que a partir da próxima semana já tenha uma melhora da precipitação em Santa Catarina.

Ainda assim, o total acumulado deve ficar abaixo dos volumes históricos. Técnicos da Epagri/Ciram explicaram na reunião que no ano de 2019 estamos passando por um “período de neutralidade”, ou seja, sem influência dos fenômenos El Niño La Ninã. Os dois fenômenos, historicamente possuem um impacto e influência em uma maior quantidade de chuva, o que não acontece neste ano.

De qualquer forma, a previsão é que a partir da próxima semana o volume de chuva aumente e os impactos na produção agropecuária de Santa Catarina não cheguem até o consumidor.

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