Governo Federal pede que moradores abram suas casas durante mobilização contra a dengue

Os militares entregarão panfletos e, junto com os agentes de saúde, conversarão com a população sobre a importância de não manter criadouros do mosquito em suas casas

O Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti que acontece neste sábado (13), conta com a participação de 220 mil homens das Forças Armadas, além de voluntários e prefeituras de todo país. Entretanto, para que a operação possa acontecer, o almirante Ademir Sobrinho, chefe do Estado Maior do conjunto das Forças Armadas, pediu que a população abra as portas aos militares.

Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/ND

Mais de 200 integrantes das Forças Armadas fazem parte da mobilização

“[A presença dos militares na ação ocorre] pela facilidade das Forças Armadas de mobilizar uma quantidade tão grande de pessoas. Mas são importantes a credibilidade e as informações da imprensa para que as pessoas abram as casas neste sábado”, disse Sobrinho.

Os militares entregarão panfletos e, junto com os agentes de saúde dos estados, conversarão com a população sobre a importância de não manter criadouros do mosquito em suas casas. Em algumas situações podem ser aplicados larvicidas em depósitos de água nas residências, como caixas d’água. A ação, no entanto, dará prioridade ao diálogo e à informação à população.

A meta é visitar 3 milhões de famílias em cerca de 350 municípios brasileiros. Pernambuco, estado com o maior número de casos notificados de microcefalia, terá 30 municípios visitados. As cidades foram escolhidas de acordo com os critérios de incidência do mosquito e da presença de apoio militar.

O governo federal espera distribuir 4 milhões de panfletos pelo país. Trata-se de um guia para eliminar os criadouros do mosquito. Com a hashtag #zikazero, o guia orienta as pessoas a manter as caixas d’água tampadas, os pneus guardados em locais cobertos e secos e os pratinhos de planta cheios de areia.

Outras ações

Estão agendadas para os próximos dias mais ações de combate ao Aedes aegypit. De 15 a 18 de fevereiro, mais de 50 mil homens e mulheres das Forças Armadas vão contar com a colaboração da população para entrar nas casas, eliminar focos do mosquito e aplicar produtos químicos para inibir sua reprodução.

Do próximo dia 19 a 4 de março, as ações serão nas escolas, em uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Educação. “Os alunos são grandes irradiadores, principalmente para as suas famílias, do problema do mosquito e de como combatê-lo. Vamos às escolas, assim como outras autoridades, falar com os alunos para que eles levem essa mensagem às suas casas”, afirmou o chefe do Estado Maior do conjunto das Forças Armadas.

Emergência internacional

No início do mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública em virtude do aumento de casos de microcefalia associados à contaminação pelo Zika. A situação é preocupante, segundo a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, por causa de fatores como a ausência de imunidade entre a população, a falta de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápido e a possibilidade de disseminação global da doença.

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypiti, mesmo transmissor da dengue e da chikungunya, o vírus Zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. A grande preocupação, no entanto, é a relação entre o Zika e a ocorrência de microcefalia.

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