Greve do Contorno Viário da Grande Florianópolis completa uma semana

A negociação pelo fim da greve do Contorno Viário da Grande Florianópolis estagnou. Nesta segunda-feira (29), os cerca de 600 grevistas se reuniram no refeitório da obra esperando nova proposta da empresa Salini Impreglio. Por volta das 16h, voltaram para casa apenas com a certeza de que a mobilização continua.
Segundo o presidente do sindicato, Arnaldo Camargo de Frei­tas, os funcionários exigem aumento do vale-alimentação, além de melhorias nas condições de trabalho. “Na semana passada conseguimos o reajuste do vale, mas a pauta não avançou. Agora, a empresa endureceu a negociação”, lamentou Freitas.
Outro ponto de conflito nas negociações é a exigência dos trabalhadores de que a empresa custeie despesas de viagem para o nordeste. Eles querem visitar as famílias. Antes da crise, as empreiteiras costumavam fazer estas concessões aos operários. “Agora, eles são obrigados a apresentar comprovante de residência da região, o que não gera obrigação da contratante a pagar as passagens”, destacou freitas.
A Salini é responsável por obras em 30, dos 54 quilômetros do Contorno Viário. A construção tem previsão de conclusão para 2021 e deve retirar 25% do tráfego de veículos da BR-101 entre Biguaçu e Palhoça.
A Arteris Litoral Sul, responsável pela concessão da BR-101, reafirmou a posição da semana passada, de que até o momento não há prejuízos no cronograma da obra e que solicitou a Salini Impreglio a resolução imediata dos conflitos. A reportagem não conseguiu contato com os representantes da empresa.

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