Guardas municipais investigados na Ave de Rapina ganham cinco dias de suspensão

Júlio Caju e Jean Carlos Viana foram a Lajeado (RS) buscar dinheiro da empresa Kopp

Um ano após serem detidos na cidade de Lajeado (RS) com R$ 100 mil em dinheiro retirado da sede da empresa Kopp, que administrava os radares da capital catarinense, a prefeitura de Florianópolis concluiu os processos administrativos disciplinares contra os servidores Júlio Pereira Machado, o Júlio Caju, e Jean Carlos Viana, ex-comandante da Guarda Municipal, ambos investigados na Operação Ave de Rapina, da Polícia Federal. Como pena por se ausentarem do município em horário de trabalho sem autorização, ambos receberam suspensão de cinco dias sem remuneração, além de ressarcimento aos cofres públicos.

Édio Hélio Ramos/CMF/ND

Júlio Caju, de camisa azul com golas brancas, presta depoimento na CPI

Já o processo que investiga a participação de Adriano Melo, também investigado na Ave de Rapina, só deverá ser concluído após audiência para apurar o envolvimento do servidor nas denúncias de fraudes em licitação e formação de quadrilha, marcada para quinta-feira.

Júlio Caju e Melo foram denunciados na Justiça por integrarem o grupo liderado pelo ex-presidente da Câmara, vereador Cesar Faria (PSD), no esquema de propina para realização de aditivos em contratos do convênio de trânsito do município. Viana, que chegou a ser detido preventivamente, não foi denunciado à Justiça.

Segundo o vereador Vanderlei Farias (PDT), a conclusão dos processos administrativos chegou após as cobranças da CPI dos Radares, que apresentou o primeiro relatório parcial na semana passada. “Isso demonstra os efeitos dessa comissão, que vem trabalhando arduamente para investigar o caso”, afirmou.

A CPI retoma nesta quarta-feira (28) a fase de depoimentos a partir das 13h. Serão ouvidos o superintendente do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), Acácio Garibaldi, e o representante do PSD, que não teve o nome divulgado.

Segundo o relatório parcial, o dinheiro apreendido no Rio Grande do Sul se tratava de propina e seria destinado para caixa 2 de campanha em 2014. 

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