Guerra dos energéticos: joinvilense Red Horse consegue suspender proibição de venda

Divulgação/ND

Liminar proibia a venda e determinava recolhimento do energético Red Horse

Mais um ‘round’ empata a disputa entre as fabricantes de energéticos, a multinacional austríaca Red Bull e a joinvilense Red Horse. Desta vez, a decisão partiu do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, no final da tarde desta sexta-feira. O desembargador Paulo Roberto Sartorato, suspendeu a liminar que tinha sido dada pelo juiz Gustavo Henrique Aracheski, da 2ª Vara Cível de Joinville, e que obrigava a fabricante joinvilense a retirar o produto do mercado.

Segundo o advogado Diogo Nicolau Pítsica, que fez a defesa da joinvilense 101 Fábrica do Brasil, “tecnicamente a ação é irrecorrível”. O advogado, de Florianópolis, afirma que a empresa austríaca pode apresentar suas contrarrazões, apenas. “Se a Red Bull recorrer, o processo é distribuído para outro desembargador do Estado para análise e julgamento em colegiado”, explica.

A Red Bull, da Áustria, alega que a Red Horse, de Joinville, imitou a embalagem de seu produto por associação indevida. Alega que alguns dos símbolos da sua lata são idênticos aos da Red Horse, o que seria imitação.

No recurso, a defesa alegou que as cores entre as duas são diferentes. A Red Bull é azul, enquanto a Red Horse é vermelha. O símbolo da Red Bull é o touro e a da Red Horse é um cavalo alado com asas.

 A defesa também exemplificou outras fabricantes no mercado como base: Red Dragon, Red Cock, Red Erick, Red Brands, Red Cow, Red Nose e Red Power, entre outras mais e que a  Red Horse teve seu nome registrado com sucesso no Inpi (Instituto Nacional de Propriedade industrial).

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